Capítulo 42 - It's Time To Start Over

 Cap. 42 (pov. Carolina)
Sei que vou morrer, não tenho a menor chance de sobreviver, mas mesmo assim eu não consigo deixar meu corpo, não sei se consigo partir sem saber quem fez isso comigo. Posso ouvir todos á minha volta, se lamentando, chorando e finalmente se desculpando. Não culpo Harry por nada, alias ainda o amo muito e ele seria uma das principais causas de eu não conseguir morrer de uma vez. Quer um final adequado para nossa história.
_Finalmente você está calada sua vadiazinha de merda. – é a voz de Melline. _Foi tão mais difícil me livrar de você em comparação aos seus pais. – isso não pode ser verdade. _Por que você tinha que ser tão metida? Por que demorou tanto para deixar sua fortuna para sua querida empregada? – ela descobriu meu testamento, essa vaca. _Matar seus pais foi tão gratificante e tão precipitado da minha parte, eu sabia que eles não deixariam toda a fortuna para mim, mas achei que pelo menos a metade estaria garantida. Porém eles deixaram tudo e mais um pouco para você! Você! – ela gargalha. _A vadia arrogante que não consegue ver além de seu imenso amor por Harry. Cortar os freios do carro dos seus pais foi tão simples, mas te criar foi uma tortura. – como pude ser tão ingênua? _Bom! Tenho que terminar logo isso. Adeus. – Melline sussurra em meu ouvido e então uma dor aguda atravessa meu peito.
(Pov. Harry)
10 horas de cirurgia. 10 horas aguardando. 10 horas sem dormir. Carolina está sendo operada faz 10 horas e só agora foi liberada. Toda sua equipe de seguranças se reuniu para proteger o quarto do lado de dentro e fora. Procuraram nas gravações das câmeras do hospital e acharam uma mulher saindo do quarto de Carolina. É Melline. Estamos todos um pouco chocados e a polícia já está perseguindo ela por toda a cidade. Estou sentado no chão encarando a porta do quarto de Carolina, estou sendo encarado pelo segurança, mas não me importo, só quero entrar e ver se ela está bem. Porque não quero ouvir a voz na minha cabeça dizendo que ela vai morrer, essa voz não me deixou em paz por 10 horas e agora eu não quero ouvi-la.
_Harry. – Paula se abaixa para me encara. _Você pode entrar agora, só não se assuste ou fale muito, Carolina só precisa sentir que estamos com ela.
Paula, Helena e Niall entraram um a um, fui deixado por ultimo e como Liam, Zayn e Louis não queria ver Carol daquele jeito eu seria realmente o ultimo a vê-la. Me levantei cambaleando pela fraqueza, não quis comer, nem beber nada, só queria ser deixado de lado por um tempo. Entrei no quarto e três seguranças acenaram com a cabeça me deixando chegar perto da cama. Todos os tubos estavam nela, os batimentos sendo monitorados por duas maquinas, um curativo enorme estava posto sobre seu peito. Tomei uma profunda respiração e segurei uma de suas mãos.
_Volta pra mim. – sussurrei e logo cai no choro, fiquei encarando seu rosto pálido e cansado por um tempo. _Eu amo você. – então sai correndo do quarto.
Paro de correr somente quando estou no elevador, aperto para o subsolo e vou até meu carro, dirijo do amanhecer até o entardecer. Passo em alguns lugares onde eu e Carol nos vimos, nos beijamos ou apenas conversamos. Quero me lembrar de tudo. Paro em frente a um parque cheio de flores e respiro fundo, está quase anoitecendo e então meu celular toca.
_Harry. – Niall fala chorando do outro lado da linha e eu já sei, começo a chorar, caio de joelhos em meio ao parque.
_Ela não pode fazer isso comigo! – eu grito segurando o celular firmemente contra o rosto. _Me deixar sozinho! Ela não tem o direito de me deixar sem um amor!
_Cara... Ela acabou de acordar. – Niall fala não entendendo minha reação.
_O que? – pergunto me recompondo.
_Carol está viva Harry! – ele grita e eu corro para o carro, desligo o celular e corro a toda velocidade para chegar no hospital.
(Pov. Carolina)
Ele está aqui! E mesmo sem poder conversar, meus olhos derramam lágrimas fortes pela alegria de poder vê-lo. Harry se aproxima devagar da cama e segura minha mão. Estou sem os tubos, sorrio de um jeito fraco para ele. Quero contar que ouvi o que ele me disse, preciso deixar claro que foi ele quem me salvou. Eu amo Harry.
_Estou aqui e você está ai. Preciso te perguntar uma coisa, acene com a cabeça para responder. – ele fala calmamente e meu coração acelera, todos estão nos olhando, sei que Niall entende, sei que o médico está preocupada, mas também preciso saber qual é a pergunta. _Quer se casar comigo? – meu batimento vai até o céu e minhas mãos suam, Harry sorri e tenta permanecer calmo, mas posso sentir suas mãos suando também. Sorri para ele e aceno que sim com a cabeça. Todos começam a gritar e então o médico pede para todos saírem.
Passei por vários testes, permaneci em observação por um mês inteiro e cheguei a trabalhar no quarto do hospital. Harry comprou meu anel de noivado, uma aliança de ouro com um pequeno diamante em formato de coração. Planejamos o casamento todo e decidimos esperar minha completa recuperação. Quando coloquei meus pés para fora do hospital soube que Melline cumpriria prisão perpétua e mudei meu testamento para que quando tivesse filhos, eles ficariam com tudo. Harry está morando comigo e tentou fazer café da manhã duas vezes para mim, porém vimos que não era um talento dele.
_O que acha de amanhã? – Harry pergunta deitado do meu lado, ele está me ajudando a arrumar o curativo em meu peito.
_Para nos casarmos? – pergunto e ele concorda animado me vestindo com uma de suas camisetas. _Eu acabei de sair do hospital.
_Mas esse era o acordo. – ele fala me beijando no canto da boca.
_Tudo bem. – vejo um pouco de surpresa em seus olhos e então Harry me ataca com vários beijos.

_Ainda bem, porque já havia mandado todos os convites. – ele sussurra em meu ouvido, vira para o lado e desliga as luzes do quarto, fico pasma por um tempo e caio no sono logo depois.

Capitulo 41 - I Know That She's Gonna Die

 Cap. 41 (pov. Harry)
Sabe quando você fica parado em um instante de pânico e simplesmente não consegue se mover, tudo ao seu redor fica mais lento e então você abre a boca, mas não diz nada, você pisca com uma velocidade tão reduzida que pode ouvir seus cílios se chocando uns com os outros. Esse é o momento em que o seu coração acelera, um suor frio lhe escorregue pela testa e tudo que você quer fazer é se mexer, fazer alguma coisa, mas você não... consegue... se... mover.
_Harry? – é a terceira vez que Liam me chama, mas eu não quero responder.
Estou em pé, somente á alguns passos do quarto de Carolina, não posso entrar lá, Niall, Paula e Helena estão com ela. Eu queria dizer que seria melhor eu entrar também ao invés de Niall, mas eu congelei na parte que o médico disse que ela não sobreviveria. Não sei como reagir, não consigo chorar, falar e muito menos me mover. Como é que eu diria para Niall que quem ama realmente Carolina sou eu? Como eu poderia fazê-lo desistir de sua visita se mal me movi?
_Ele ainda está parado? – é Paula quem fala pelo corredor branco quase vazio. _Vocês não fizeram nada? – sua voz está um pouco elevada, mas acredito que ela esteja tão cansada que não consegue gritar.
_Me ajudem á levar ele até o sofá. – dessa vez é Helena quem fala, devagar ela segura meu braço e o outro braço é tomado por Paula, as duas me conduzem até um sofá branco e eu sento.
_Harry fala comigo. – Paula meio que suplica, ela está parada na minha frente, mas com o corpo curvado de modo que posso ver seus olhos chorosos, sei que ela chorou muito, só que o sentimento é diferente quando você encara a dor de uma pessoa tão de perto.
_Queria ficar no quarto um pouco. – falo com a voz rouca, como se alguém estivesse apertando minha garganta com toda força. _Sozinho. – completo a fala e recebo um aceno leve de Paula que sai andando direto para o quarto.
Não demora muito até que ela e Niall saiam do quarto, Niall ainda tem lágrimas descendo por seu rosto, ele parece perdido e o garoto brincalhão que ele é se foi. Ele passa por mim, mas nenhum de nós tem palavras reconfortantes ou um sorriso torto para acalmar nossos corações. Me levanto devagar e caminho até o quarto, parece que meus pés não tocam o chão, parece que meu corpo vai cair á qualquer momento. Um segurança está parado na porta, ele parece cansado, com um aceno de cabeça ele me deixa entrar. Com a respiração presa na garganta eu ando até a cama onde Carolina está, vários aparelhos estão ligados, o barulho das batidas de seu coração em formas de bipes me fazem perder os sentidos. Quando finalmente estou ao seu lado não sei o que fazer quando vejo seu rosto pálido, sua boca sem cor e sua expressão de pura dor.
_Por que você tinha que ser tão explosiva? – me surpreendo quando as palavras saem de minha boca como um sussurro. _Nós não teríamos terminado, deveríamos estar juntos, você deveria ficar grávida daqui um ano e me pegar de surpresa, e então eu iria te pedir em casamento e assim construiríamos uma família, uma família que você poderia cuidar, uma família para você se segurar. – seguro sua mão e encaro mais uma vez seu rosto. _Mas você quis me controlar e depois você foi explosiva. – prendo a respiração e a solto. _Então por que você não acorda e grita que foi tudo minha culpa? Carol, você precisa acordar para que possamos consertar tudo.
Eu espero... E espero. Mas ela não acorda, nem mesmo seus batimentos mudam, solto sua mão com frustração. Eu sempre quis ela, e então quando finalmente á tive joguei fora, eu a destruí várias vezes e agora ela não vai voltar. E como se eu tivesse aberto as comportas da minha alma, eu começo a chorar, choro feito uma criança que acabou de perder seus brinquedos, choro como... Choro como quando Carolina bateu na minha porta e gritou que seus pais tinham sofrido um acidente, me contou que ambos morreram. E como uma facada de dor, as lágrimas caem com força por meu rosto, porque foi o dia em que Carolina caiu em minha frente, onde ela chorou tudo que podia, aquele dia em que apenas dei de ombros e disse que não podia ajudar. Fui uma pessoa horrível com ela, apenas fechei a porta e á ouvi chorar na porta de minha casa.
_Desculpa. – soluço para ela. _Me desculpa. – choro.
Não consigo ficar mais naquele quarto, saio correndo pelo corredor e paro na sala, onde todos me observam, eu soluço desenfreadamente, não consigo parar de chorar. Carolina vai morrer e nunca vai saber o quanto me arrependo de tudo, mas principalmente desse dia, do dia em que á deixei sofrer por conta própria.
_Harry senta aqui. – Paula fala, mas eu quero expulsar essa dor de mim, eu preciso contar para eles.
_Não consigo mais, preciso ouvir que não sou uma péssima pessoa, por favor, me escutem. – falo fungando e limpando minhas lágrimas na manga da minha camisa.
_Do que você está falando?  - Zayn pergunta assustado.
_Lembra de quando os pais da Carolina morreram? – pergunto.
_Todos lembramos, ela foi até Liam naquele dia. – Louis fala como se fosse algo idiota de se comentar naquele momento.
_Não. – sussurro. _Ela foi na minha casa primeiro. – o silencio se instala naquela saleta, todos os olhares se voltam para mim e eu começo a tremer. _Eu... Eu... Me desculpa. – sussurro.
_Harry... O que você fez? – Paula pergunta se levantando, parece que á qualquer momento ela vai me matar.
_Eu não queria que as coisas ficassem sérias naquela época, não queria carregar Carolina comigo, não queria ser um “namorado”. – tento me explicar.
_Fala de uma vez! – Paula grita nos assustando.
_Eu fechei a porta de casa e á deixei sozinha. – murmuro e meu coração vai para o estomago.
_Você o quê? – Helena me surpreende quando se levanta e para na minha frente. _Você já imaginou o quanto isso á feriu? Ela precisava de você Harry. – ela balança sua cabeça em descrença. _Carolina só precisava de um lugar seguro para chorar e você negou isso pra ela.
_E mesmo assim ela continuou á te amar. – Paula sussurrou. _Mesmo assim ela tentou mais que uma vez com você. Harry, ela precisava de você, ela só precisava de você.
_Eu sei. – murmuro.
_Não. Não sabe. – Liam falou sentado no sofá com as mãos cobrindo seu rosto. _Carolina era apenas uma garota, apenas uma pobre garota que perdeu seus pais e que precisava do abraço de seu namorado.
_Mas eu não estava pronto. – suplico.
_Ela também não estava pronta para perder os pais Harry! – Liam levantou seu olhar gelado para mim. _Você é um idiota mesmo.
_Deixem ele pessoal, Harry era apenas um garoto na época também. – Niall me surpreende quando me defende. _Só vamos nos concentrar em Carolina.
E como se fosse automático, todos olhamos para a porta onde o segurança supostamente deveria estar parado, então médicos e enfermeiras correm em direção ao quarto de Carolina, eles estão gritando e então eu corro até lá, sendo seguido pelos outros.
_Não é possível. – falo incrédulo.
_Meu Deus! – Paula grita.
O segurança está desacordado ao lado da cama de Carolina, seu olho está sangrando. Posso ver que a cama de Carolina está cheia de sangue e enquanto os médicos á viram de lado para encarar a porta posso ver uma faca cravada em seu peito.

_Carolina! – Paula grita, mas já é tarde, os médicos fecham a porta e quando á abrem é para correr com Carolina em uma maca para o centro cirúrgico.

Capitulo 40 - Because Death Is Inevitable

Cap. 40 (pov. Paula)
A festa estava excepcionalmente linda, Carolina podia realmente nos surpreender a cada dia, nada daquilo era esperado por ninguém. Kyle estava tão próximo quanto eu queria que estivesse, não estava no humor para festa, mas ele mudou tudo a partir do momento em que pisamos no hotel, sempre segurando minha mão, sempre do meu lado e nunca deixando Zayn se aproximar. Fiquei momentaneamente aliviada quando fiquei sabendo que Perrie não ficaria para festa, não suportaria presenciar aqueles dois juntos bem na minha frente. Minha raiva por Zayn era ainda maior, como ele podia fazer aquela declaração tão linda e depois aceitar se casar com aquela vagabunda? Estava na minha quarta taça de champanhe quando Kyle veio ao meu lado e sussurrou.
_Desse jeito vai ficar bêbada antes do meio da festa. - sorri para ele com vontade de lhe dar um tapa. _Não me olhe desse jeito, só estou avisando. - ele levantou as mãos em sinal de rendição.
_Desse jeito vai ficar sem dentes antes do previsto. - falei amargamente. _Hoje eu não quero conselhos, hoje eu só quero esquecer.
_Então... Quer minha ajuda? - Kyle perguntou levantando a sobrancelha.
_Exatamente. - falei sorrindo, então inesperadamente ele selou nossos lábios em um beijo calmo, mas que me agitou por completo.
_Isso ajudou? - ele perguntou depois de nos separarmos.
_Não muito. - menti, se ele me beijasse mais uma vez eu esqueceria meu nome.
_Você mente que nem sente. - ele sussurrou perto de meus lábios, mas não me beijou. _Quer dançar? - Kyle me surpreendeu com essa pergunta.
_Agora? - perguntei agora abraçando sua cintura com minha mão livre.
_Por quê? Acha que tem algo melhor pra fazer do que dançar? - ele murmurou me dando um beijo no pescoço, aquele beijo me arrepiou tanto que achei que fosse frio.
_Claro que existe, mas eu não vou dizer isso em voz alta. - falo perto de seu ouvido e o escuto engasgar. _Vai dançar que eu vou procurar Carolina, preciso dizer á ela que vou para casa com você.
_Você vai? - Kyle brinca e eu o libero. _Não me lembro de ter te convidado.
_Não preciso de convites. - falo saindo de perto dele e sumindo na multidão.
Passo por conhecidos e desconhecidos, a maioria aqui nessa festa são famosos, mas não me atrevo á chamar a atenção de nenhum deles para tirar uma foto comigo. Procuro por todos os lados até achar Carolina falando com um rapaz, acho que já o vi. Chego mais perto e congelo. Meu Deus! Não acredito que acabei de ver Carolina beijar as faces de Ed Sheeran! Ele passa por mim com um sorriso bobo no rosto.
_Você não estava flertando com ele não é?! - pergunto para ela me contendo para não gritar.
_Claro que não. - por um momento Carolina parece ofendida. _Estava fechando um acordo com ele sua louca. Estou com Niall agora. - ela avisa.
_Eu sei disso, mas é que você quase nunca... - me engasgo com as palavras.
_Quase nunca? - ela me instiga a continuar.
_Quase nunca é legal. - falo e temo que ela me mate, mas Carolina apenas sorri.
_Verdade. - ela fala e posso jurar que esse sorriso é para zombar com a minha cara.
_Com licença. - um garçom passa por nós e para na frente de Carolina, lhe entrega uma bebida azul em um pequeno copo.
_Isso não estava no meu pedido para a festa de hoje. - Carolina fala devolvendo o copo, mas o garçom se nega a pegar o copo.
_É uma bebida especial para a senhorita. - ele fala e sai se misturando á multidão.
_Tudo bem... - Carolina fala sorrindo e toma de uma só vez sua bebida. _Delicia. - ela brinca.
_Acha que devo investir no Kyle? - pergunto.
_Acho que você deve falar com Zayn e parar de brincadeira de criança. - Carolina é direta.
_Não acho que consigo ficar com ele depois de aceitar se casar com Perrie bem na minha frente. - falo cruzando os braços, não sou uma criança, só estou magoada.
_Kyle é bonito, mas você não ama ele. - ela diz me trazendo de volta de meus pensamentos.
_Zayn não me ama. - falo observando seus olhos e por um segundo posso ver Carolina perder o foco de seus olhos. _Tudo bem? - pergunto preocupada.
_Não sei... - ela fala e então o pequeno copo cai de sua mão se quebrando quando atinge o chão. _Preciso ir. - só posso ver seus cabelos balançando enquanto ela corre até a área interna.
_Carolina! - grito, mas ela não volta.
Fico parada observando as pessoas, não sei se vou atrás de Carolina, não sei se fico aqui e fingo que ela está bem, porque eu não sei se ela quer alguém por perto. Mas alguma coisa dentro de mim me diz que preciso achar minha amiga e que ela precisa de ajuda. Corro até a área interna conseguindo um pouco de atenção, passo por tantos rostos, mas sou levada até os banheiros, são luxuosos, o chão parece se feito de ouro, tudo é tão brilhante e aquelas pequenas luzes me deixam zonza por um instante. Então eu abro a porta e congelo na liminar. Não pode ser! Carolina grita e cospe sangue, ela esta jogada no chão sustentada apenas por suas mãos e seu vomito é puro sangue, então em um instante ela desmaia. Tenho um pequeno relance de que algo está escrito no espelho, mas não espero ver o que esta escrito. Saio as pressas do banheiro e caio sentada no chão, estou em pânico, paralisada, nunca me senti assim, minhas mãos tremem e meu coração pulsa em meu ouvido, posso ouvir o som abafado. Helena aparece ao meu lado e eu tento falar "Ajude ela pelo amor de Deus", mas a musica, minha voz, nada ajuda para que Helena me escute. Posso ver tudo tão lentamente, Harry gritar por Carolina e sair com ela em seus braços, Helena passar por mim e tentar me puxar, mas desistir depois de não conseguir me mover, depois veio Zayn, tão ternamente ele me puxou para seus braços, me prendeu em seu abraços e me carregou multidão a dentro até seu carro.
_Paula por favor fala comigo. - Zayn implorava pela terceira vez enquanto dirigia rapidamente pelo tráfego de Londres.
_Eu tive um ataque de pânico. - me explico e ele suspira pesadamente. _Onde Kyle está? - pergunto me encolhendo em meu acento.
_Ele foi para casa, depois você liga pra ele. - Zayn fala e posso jurar sentir raiva em sua voz. _O que houve com Carolina? Por que ela estava daquele jeito? - ele lança as perguntas em cima de mim e minha cabeça gira.
_Eu não sei! - grito nos assustando. _Eu não sei. - dessa vez minha voz sai abafada, pelas lágrimas que ameaçam cair. _Eu não sei. - e então estou chorando. _Só ajude ela pelo amor de Deus. - falo e ele me encara rapidamente. _Eu pedi para Helena, eu pedi para ela ajudar Carolina, mas ninguém me ouviu, ela não me ouviu, eu não me movi. - cubro meu rosto com minhas mãos e me entrego ao choro.
_Paula. - Zayn para o carro e vejo que estamos no estacionamento de um hospital. _Paula olhe pra mim. - ele pede e eu faço, com uma mão ele seca minhas lágrimas. _Não foi sua culpa.
_Eu não ajudei ela. - sussurro. _Preciso ir ver Carolina. - falo saindo do carro e Zayn me segue.
Corremos lado á lado até o hospital, passamos pela recepção e encontramos todos esperando na mesma saleta de sempre, todos com rostos angustiados, e mesmo assim eu não posso conter minha culpa, eu não ajudei ela, eu não me mexi. Droga! E agora sabe-se lá se ela vai sobreviver.
_Senhores. - o mesmo médico nos salda. _As notícias não são boas dessa vez, a Senhora Carolina foi envenenada e ainda falta muito para limpar seu organismo, ela teve duas paradas cardíacas e ainda não sabemos. - ele para e dá de ombros.
_Não sabem o quê? - pergunto elevando minha voz, mas ele não me responde, apenas olha para baixo. _Me responde! Vocês não sabem o quê? - minha voz se propaga pela saleta.
_Se ela vai sobreviver. - ele murmura e tudo congela novamente.

Capitulo 39 - That's How Life Goes

Cap. 39 (pov. Helena)
Sabe quando está tudo dando certo? Quando finalmente o universo começa a conspirar a seu favor? Então... Estou vivendo essas semanas desse jeito. Consegui me acertar com Niall apenas por mensagem, Liam está sempre ao meu lado me dando força, estou me dando bem com todas as dançarinas incluindo Lucy.
_Prontas? – Jannet pergunta quando entra no camarim onde eu e as outras dançarinas estão se arrumando, menos Alex, ela saiu apressada e não voltou mais.
_Quase. – Lucy avisa. _Perdemos Alex de vista. – e assim que ela fala isso o rosto de Jannet fica pálido, ela sabe que se isso chegar aos ouvidos de Carolina vai se meter em problemas.
_E por que não me avisaram antes? – Jannet pergunta saindo do camarim batendo a porta atrás dela, Lucy me olha e dá de ombros.
_Eu já estou pronta, será que posso ir ver Carolina por um momento? – pergunto para Lucy.
_Claro que pode, mas não demore, temos que estar no palco antes da banda. – ela me avisa.
Ando pelos corredores e acho o camarim de Carolina, quando entro dou de cara com três brutamontes, Paula e Kyle que estão sentados no sofá de mãos dadas, entorto a cabeça, mas não pergunto. O segurança me olha de cima a baixo e me deixa entrar, Paula vem cumprimentar com um abraço rápido e Kyle permanece no sofá e me salda com um sorriso.
_Cadê a minha chefe? – brinco com Paula.
_Deve estar tendo uma reunião com a banda antes do show. – Paula fala e depois me encara. _Nossa como você está linda com esse vestido. – ela elogia e eu coro.
_É só a roupa da primeira dança boba. – brinco.
_Não quero nem ver a da segunda dança, vou precisar de um médico do meu lado. – Kyle brinca e Paula o fuzila com os olhos. _Desculpe. – ele fala levantando a mão em sinal de rendição.
_Será que ele vai demorar muito? – pergunto e logo Carolina abre a porta, ela está ofegante e pálida, então ela simplesmente me diz que beijou Niall, não posso conter meu sorriso, finalmente ele achou outro amor, finalmente ele pode amar e ser amado já que Harry partiu mais uma vez o coração da minha amiga.
Deixo bem claro que está tudo bem e Carolina fica mais aliviada, assim todos vamos para o palco, Carolina, Kyle e Paula ficam no canto com cadeiras para que eles possam curtir tudo de um ângulo privilegiado. Esperamos um pouco e logo Little Mix começa sua performance, as fãs vão á loucura, mas todos sabemos quem elas estão esperando e quando elas cantam a ultima musica nós as dançarinas entramos e fazemos nossos passos, apenas esquentando para quando os meninos entrarem, então quando eles finalmente aparecem no palco os gritos são tão altos que meus ouvidos doem um pouco, dançamos mais duas musicas ao lado deles e saímos para tocar de roupa. Quando estamos arrumadas novamente vestidas apenas com um shorts jeans, um top de renda preto, com os cabelos soltos e cheios de Glitter esperamos em outra ponta do palco para nossa entrada, porém nesse exato momento Zayn para o show.
_Desculpe galera, mas não dá para fazer isso sem cantar essa musica agora. – ele fala aflito. _Recentemente fui deixado pelo amor da minha vida de uma hora para outra e isso me deixou louco, porque não houve explicações, ela apenas me disse que não sentia mais nada por mim. – Zayn se vira e fita Paula que se mexe desconfortável em seu lugar. _E é por isso que quero cantar essa próxima musica, para lhe dizer como estou me sentindo todas essas semanas. – dito isso começa a melodia e Paula parece que vai chorar, mas se segura.
Escritas nessas paredes estão as histórias
Que eu não consigo explicar
Eu deixo o meu coração aberto
Mas ele fica aqui, vazio por dias
Ela me disse de manhã
Que não sente mais a mesma coisa em relação a nós
Me parece que quando eu morrer
Essas palavras serão escritas na minha lápide
E eu irei embora, embora esta noite
O chão debaixo dos meus pés está completamente aberto
O modo como venho segurando muito firme
Mesmo sem ter nada para segurar
A história da minha vida, eu a levo pra casa
Dirijo a noite toda para mantê-la aquecida, e o tempo
Está congelado (a história da, a história da)
A história da minha vida, eu dou a ela esperança
Consumo seu amor, até que ela esteja despedaçada por dentro
A história da minha vida (a história da, a história da)
Escritas nessas paredes
Estão as cores que não posso mudar
Deixo o meu coração aberto
Mas ele permanece aqui, em sua jaula
Eu sei que em toda manhã agora
Parece que a luz está sobre sua cabeça
Embora eu esteja quebrado
Meu coração permanece tranquilo
E eu irei embora, embora esta noite
O fogo sob meus pés está queimando
O jeito como venho segurando muito firme
Mesmo sem ter nada para segurar
A história da minha vida, eu a levo pra casa
Dirijo a noite toda para mantê-la aquecida, e o tempo
Está congelado (a história da, a história da)
A história da minha vida, eu dou a ela esperança
Consumo seu amor, até que ela esteja despedaçada por dentro,
A história da minha vida (a história da, a história da)
E eu estava esperando este momento para me aproximar
Mas, querida, correr atrás de você
É como perseguir as nuvens
A história da minha vida, eu a levo pra casa
Dirijo a noite toda para mantê-la aquecida, e o tempo
Está congelado
A história da minha vida
Eu dou a ela esperança (dou a ela esperança)
Eu consumo seu amor, até que ela esteja despedaçada por dentro
A história da minha vida (a história da, a história da)
A história da minha vida
A história da minha vida
A história da minha vida
A história da minha vida
Ele canta olhando direto para Paula, Liam canta me olhando e eu sorrio para ele, Harry canta e não sabe se encara Carolina ou a plateia, já Niall se aproxima de Carolina e segura sua mão, posso ver Harry segurar o microfone com força, Louis acena para Eleanor que sorri, mas a emoção está concentrada em Zayn, ele canta com paixão essa musica, ele se entrega, só que Paula não se deixa abater. O que será que ele fez que á feriu tanto? Essa pergunta passa por minha cabeça e quando a musica chega ao fim o lugar explode em aplausos. E por um momento eu acho que ele vai andar até Paula, Zayn faz o movimento para ela, mas Perrie passa por nós como um jato e agarra seu braço fazendo ele se virar para ela, então ela se ajoelha e lhe oferece um anel, somente nós que estamos perto podemos ouvir ela dizer.
_Quer se casar comigo? – Zayn olha para trás encontrando Paula em pé e fazendo sinal de não com a cabeça, ele se vira para Perrie e simplesmente diz.
_Sim. –as dançarinas aplaudem menos eu, olho para Paula que caiu em sua cadeira e é abraçada por Carolina que também está em choque como eu.
_Aplausos para os noivos! – Louis grita no microfone e o lugar para em completo silencio, então os aplausos vem fortes, todos da banda cumprimentam os dois e Perrie sai do palco sorrindo, Zayn ajeita o anel no dedo e exibe.
_Idiota. – murmuro para mim mesma.
O show volta a toda e o momento de sofrimento de Zayn passa rapidamente, dançamos algumas musicas mais e depois somos dispensadas do palco, no caminho para o camarim posso ouvir Perrie e as garotas do Little Mix comemorarem, preciso tomar um banho e procurar Paula. Faço isso rapidamente http://wpc.4d27.edgecastcdn.net/004D27/Red%20Carpet/EmmyRossumAnnaSuiLuckyCP/Emmy+Rossum+Anna+Sui+1.jpg e corro para o camarim de Carolina, bato algumas vezes na porta e quando ela é aberta uma Paula chorosa e uma Carolina complacente são reveladas.
_O que diabos aconteceu nesse palco? – pergunto me sentando ao lado delas no sofá.
_Estamos tão chocadas quanto você. – Carolina revela olhando para o nada.
_Como ela está? – pergunto á Carolina me referindo a Paula que está com as mãos no rosto.
_Eu estou bem aqui, pode perguntar diretamente á mim. – ela murmura com a voz abafada.
_Como você está? – pergunto revirando os olhos.
_Na merda. – Paula fala levantando seus olhos marejados, mas sem vestígios de lágrimas derramadas. _Estou paralisada, não sei o que fazer.
_Onde Kyle foi? – pergunto.
_Me arranjar um pouco de cerveja. – ela confessa e sorri, mas o sorriso não alcança seus olhos.
_Sério? – pergunto incrédula.
_E uma cerveja para mim também. – Carolina murmura e eu estalo meus olhos.
_Bem se é assim quero uma também. – brinco e Carolina pega seu celular, disca para alguém e fala.
_Um balde cheio de cerveja para meu camarim agora. – ela comanda e desliga o celular.
_Pra quem ligou? – pergunto e ela entorta a cabeça, claro. _Jannet. – eu mesma me respondo.
Não demora dois minutos e Jannet aparece com um balde de gelo com cervejas dentro dele, Kyle está logo atrás dela com duas cervejas em mão, ele entrega uma para Paula e outra para Carolina, ele se senta no chão vidrado em Paula que lhe sorri desanimada.
_Vai ter a festa ainda? – Paula murmura depois de alguns goles.
_Claro que sim. – Carolina fala animada.
_Ótimo, porque estou precisando. – Paula fala terminando sua cerveja e pegando outra.
_Você é tão dramática assim? – Kyle pergunta sarcástico.
_Pior. – murmuro e Paula me dá um tapa. _É verdade. – me defendo e ela ri.
A porta se abre rapidamente e Liam aparece segurando um buquê de rosas brancas, ele parece tão lindo com o cabelo molhado do banho tomado, vestido em jeans preto, camisa branca de linho, jaqueta de couro e um tênis azul escuro. Ele sorri para mim e anda lentamente até que para na minha frente, Liam me entrega as flores e eu as recebo de bom grado.
_São lindas. – falo hipnotizada enquanto as cheiro.
_Lindas assim como você. – ele diz e eu coro.
_Pessoal tem mais gente nessa sala. – Kyle murmura e eu sorri.
_Desculpa. – murmuro envergonhada.
_Vamos para essa festa ou vamos ficar aqui presenciando esse momento fofura deles? – Paula fala com sarcasmo e eu sorrio para Liam á ignorando.
Todos se levantam e seguimos para o estacionamento, Liam e eu vamos abraçados, as flores estão em minhas mãos e o cheiro delas se espalha quando o vento forte as atinge. Paula e Kyle seguem Carolina para seu carro. Já eu e Liam vamos para o carro dele, coloco as flores no banco de trás. Liam liga o rádio e vamos até a festa em um silencio acolhedor, toda vez que paramos em um sinal ele segura minha mão e a beija. E toda tensão que aconteceu no show parece ter sido drenada. Quando finalmente chegamos ao local da festa vejo que o bom gosto de Carolina só está melhorando a cada decepção. Ela reservou a cobertura de um dos hotéis mais famosos de Londres, de dentro do carro dá para ver as luzes iluminando o céu.
_Você vem? – Liam pergunta abrindo minha porta.
_Estou tão encantada daqui de fora que mal percebi que tinha aberto a porta. – confesso e ele sorri para mim.
_Também estou impressionado. – ele fala tomando minha mão e entrando no prédio.
_Meu Deus. – falo abrindo a boca.
Todo o hall de entrada está cheio de contorcionistas, algumas penduradas no ar por tecidos, elas vestem preto e seus tecidos são prata, recebendo nossos casacos estão duas mulheres vestidas com ternos e mascaras prata, elas sorriem para nós e guarda com cuidado nossos casacos, Liam está tão encantado quando eu. Uma das contorcionistas nos mostra o elevador e vamos devagar até lá. Quando a porta se abre revela um elevador com pequenas luzes prata, parecendo que esta chovendo brilho por todo elevador, entramos e logo as portas se fecham.
_Eu amo essa garota! – Liam grita me pegando de surpresa. _Só mesmo Carolina para fazer de uma festa algo extremamente inusitado.
_Você viu aquelas garotas penduradas? Meu Deus! Eu quase gritei quando elas quase tocaram o chão e depois voltaram. – falo me espelhando á seu entusiasmo.
_Só quero ver o que nos espera lá em cima. – Liam fala e eu prendo a respiração quando o elevador para na cobertura.
As portas se abrem e dois homens em cima de pedestais vestidos somente com calça de couro e pintados de prata da cintura para cima cospem fogo lado a lada, unindo os dois fogos, andamos lentamente passando por eles, as mesmas luzes do elevador formam uma cortina para que não vejamos o que tem lá fora. Liam toma minha mão e juntos passamos pela cortina. E tudo que posso fazer é congelar no meu lugar. No meio de todas as pessoas uma cascata de vinho branco fica a mercê dos convidados, uma mesa repleta de aperitivos parece brilhar sobre a mesa de espelhos e os holofotes que vi lá em baixo dançam conforme a batida do DJ. Todos os garçons se vestem como as garotas que guardam os casacos e em suas bandejas várias taças de champanhe estão cheias e prontas para serem levadas.
_E então? – Carolina aparece do nosso lado sorrindo e me assustando.
_Você está se superando. – Liam fala meio sem folego.
_Acho que vocês precisam de uma taça de champanhe para relaxar. – Carolina fala e acena para um garçom que rapidamente nos serve com uma taça para cada. _Não se preocupem, Paula e Kyle quase desmaiaram na entrada. – ela brinca e vai embora.
_Precisamos achar o pessoal. – eu falo tentando livrar Liam e eu de nosso estado de transe. Ele apenas acena com a cabeça e com minha mão livre nos guio no meio da multidão, alguns convidados batem nas costas de Liam, outros acenam com a cabeça e alguns apenas sorriem. _Achei! – falo feliz por encontrar em um grande sofá prata em forma de U Niall, Loius, Harry e Zayn.
_O que acharam? – Zayn pergunta animado, mas eu o ignoro.
_Agora que achou seus amigos vou procurar Paula e Kyle. – falo para Liam.
_Achei que iria ficar mais tempo comigo. – ele finalmente fala manhoso.
_Agora você ganhou sua voz. – digo sorrindo.
_Por que você vai atrás delas se tem que ficar aqui comigo? – ele pergunta.
_Não tenho que ficar grudada em você Liam e essa festa foi feita para vocês. – tento convencê-lo, mas sua carranca só se aprofunda. _Promete que vai dormir em casa hoje? – pergunto e ele parece surpreso.
_Não sabia que ia dormir lá hoje. – Liam brinca passando a mão por meu rosto.
_Depois daquele buquê você pode dormir lá o resto do mês. – falo e ele me beija, surpreendendo a todos, de algum lugar com meus olhos fechados e sentindo aquele beijo, consigo notar alguns flashes e quando nos afastamos três fotógrafos nos cegam.
_Arrumem um quarto. – Harry grita e agora percebo que ele está bêbado.
_Vai achar suas amigas, te acho no final da festa. – Liam fala e eu assinto.
Saio em busca das garotas e acho Paula tremendo perto do banheiro, ela diz alguma coisa, mas o som não me deixa escutá-la, então ela acena para que eu entre no banheiro. Quando piso lá dentro tudo que vejo são as pequenas luzes brilhando, então por algum motivo olho para o espelho, congelo e minhas mãos suam, escrito no espelho está “Ela vai morrer” e uma seta aponta para o chão, então vejo e não quero acredita, Carolina está desmaiada e de sua boca sangue escorre se misericórdia, ela treme inconscientemente. Saio correndo do banheiro e grito.
_Chamem uma ambulância! – então alguém grita que já chamou, Paula está no chão chorando e Kyle está ao lado dela, corro de volta para o banheiro, me ajoelho ao lado de Carolina que está fria, coloco sua cabeça em minhas pernas e rezo baixinho, ela não pode morrer.

_O que aconteceu? – escuto alguém estourar a porta do banheiro e cair ao lado de Carolina logo depois. _Droga! Carol acorda! Carol! – é Harry ele grita e grita, mas ninguém responde, nem eu e muito menos Carolina.

Capitulo 38 - It's Showtime

Cap. 38 (pov. Carolina)
Na reunião eu tentei parecer o máximo possível superior á Harry, ele não merecia me ver triste ou quebrada, mas quando a fome de dois dias me pegou não pude aguentar e cedi sobre meus joelhos. Depois que acordei no hospital e vi o rosto do causador da minha dor eu surtei, expulsei meus amigos, porém se ele continuasse ali eu iria me deixar levar e acabaria chorando na sua frente. Só deixei Niall ficar comigo porque eu confiava nele, mesmo com nossas brigas ele continuava ao meu lado e ele me fazia sentir uma coisa familiar, um acolhimento. Quando todos saíram e me deixaram sozinha com Niall ele se aproximou e secou minhas lágrimas.
_Por que se deixa abalar tanto por ele? – Niall perguntou, segurei sua mão e lhe dei um beijo seguido de um sorriso torto.
_Harry sabe como me torturar com apenas um olhar. – murmurei rouca.
_Mas você precisa superar Carol. – Niall sussurrou e se sentou ao meu lado na cama. _Odeio ver o quanto ele pode te destruir, mas odeio ainda mais você ser destruída sem ao menos lutar.
_Eu cansei disso tudo Horan, de ser amada e depois jogada, de sorrir e depois chorar, de me concertar e depois me quebrar. – confessei enquanto as lágrimas voltavam á descer por meu rosto.
_Então lute. – ele murmurou se virando para mim, com cuidado colocou uma mecha de meu cabelo atrás da minha orelha.
_Como? – sussurrei. _Não tenho nada. – soltei as palavras com um suspiro.
_Claro que tem! – Niall falou como se estivesse ofendido. _Você tem á mim! – sorri para ele com gratidão abracei sua cintura.
_Obrigada por ficar aqui. – murmurei em seu peito e o ouvi rir.
_Onde mais eu estaria? – ele perguntou e foi a minha vez de rir. _Gosto de ouvir seu riso, não acontece muitas vezes, levanto meu rosto e sorrio para ele, Niall me da um beijo molhado no rosto e devagar desce sua boca até a minha, apenas tocamos nossos lábios, porque nesse exato momento Paula entra como um furacão empurrando meu segurança.
Pelo susto empurro Niall que quase cai da cama, mas coloca seus pés no chão antes, ele se endireita e limpa a garganta, ele está tão vermelho que eu o confundiria com um tomate se ele estivesse em um mercado.
_Que susto que você me deu Carolina. – Paula pragueja e sorri para Niall, acho que ela não viu nada.
_Digo o mesmo. – sussurro colocando a mão no peito.
_Por quanto tempo você não comeu? – ela pergunta, seu tom acusatório.
_O que acha de darmos uma festa depois do show dos rapazes? – pergunto me endireitando na cama e Niall me encara perplexo.
_Mas você odeia festas. – Paula e Niall falam ao mesmo tempo.
_Errado, eu odiava festas. – corrijo os dois, Paula me encara por um momento, vem em minha direção e me abraça forte.
_Isso mesmo Carol. – ela murmura em meu ouvido e depois de me liberar fala. _Vou te ajudar com os preparativos, poderíamos fechar um clube ou um pub.
_Só me deixe descansar e depois falamos dos detalhes. – falo tentando conter a onde que é minha amiga, Paula sempre se anima quando o assunto é festa.
_Tudo bem, já vou indo. – ela fala e sai pela porta, deixando eu e Niall em uma situação constrangedora.
_Carol... – ele começa á falar, mas eu o interrompo.
_Está tudo bem Niall, foi uma coisa sem pensar o que fizemos, mas agora eu realmente quero descansar. – peço sorrindo e ele concorda.
_Então até depois. – Niall se inclina e beija minha testa, uma vez que ele sai do quarto eu solto um suspiro.
O que foi que aconteceu comigo? Nunca tinha sequer cogitado o assunto de pensar em Niall de outro jeito á não ser o jeito mais familiar o possível, e agora eu tinha acabado de dar um pequeno selinho nele! Eu só tinha que parar de pensar nisso, minha cabeça já doía pela fome e pelo cansaço, então deixei o sono me vencer e sucumbi á um sono profundo.
Eu terminava de me arrumar para o show de abertura da turnê do One Diretion, pensava na festa pós show que eu e Paula organizamos, eu tinha fechado um pub no centro da cidade, selecionei tudo de bom e de melhor que Londres poderia oferecer e tinha voltado á comer. O incidente com Niall foi apagado e enterrado, não precisava de mais confusão na minha vida. Paula tinha ficado comigo em minha casa se recuperando depois do término com Zayn, nunca tinha visto minha amiga tão triste e desacreditada do amor, Paula chorou por horas depois que chegou em casa em uma noite, eu á levei para o cinema e ficamos até a madrugada vendo filmes e tentando esquecer nossas dores e pela primeira vez em anos nós dormimos na mesma cama, foi como voltar á minha infância.
_Carolina! – escuto Paula me gritar do andar de baixo.
_Já estou indo. – falo descendo as escadas, acompanhada por meu segurança. _Como estou? – pergunto quando desço o ultimo degrau http://www.eternalsparkles.com/blog/wp-content/uploads/2013/05/crystal-reed.png , Paula bate palminhas animadas.
_Linda! – ela quase grita, á encaro por um momento e me lembro de quando mamãe batia palmas para mim quando eu descia toda desajeitada às escadas e mesmo assim recebia um elogio. _O que foi? – Paula pergunta vendo que meu rosto caiu um pouco.  
_Só estou pensando que você está muito bonita também. – falo tomando sua atenção, ela sorri agradecida e gira para que eu veja seu vestido https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjru6OpPst7ZwLaTfWMVE6SCiR0BSg_oQcTPIUe0vZAd5JDETU70lEUKRn7RQxXHyGIKw93YJPfxFcvP5aQa3-n0-ClgKXe32ccGS8nhROoNkzZ6JiaoSPQw9l940JVX9qvteszGvq0GCPo/s640/chiccc.jpg .
_Precisamos ir, você ainda precisa verificar um monte de coisas sobre o show. – Paula fala apreensiva.
_Já falei para Jannet fazer isso, está tudo perfeito. – eu a tranquilizo.
_E tem mais uma coisa. – Paula fala enquanto vamos até a porta. _Kyle vai me levar. – ela avisa e quando abro a porta Kyle http://freenewfashiondesign.com/wp-content/uploads/2011/06/Andrew-Garfield-5-Best-Mens-Fashion-at-MTV-Movie-Awards-Red-Carpet-2011.jpg  está parado encostado em seu carro sorrindo para Paula.
_Tudo bem, então nos vemos no show. – falo lhe dando um breve abraço, aceno para Kyle que devolve o aceno.
_Por aqui senhorita. – escuto um de meus seguranças falar, sou escoltada para meu carro, me sento na parte sozinha de trás e quando estou lá dentro escuto as instruções. _Sabemos que não tivemos nenhuma ameaça essas semanas, mas o criminoso só está esperando para agir novamente, vamos te manter com três seguranças, nosso pessoal estará cobrindo cada passo que a senhorita der e colocamos um rastreador em seu sutiã mais cedo. – ele fala ficando um pouco vermelho e eu sorri acenando com a cabeça, é muita coisa.
_Acha que alguém poderia me atacar com tantas testemunhas? – pergunto sentindo minhas mãos ficarem geladas.
_Sem sombra de dúvidas. – ele diz sem pestanejar.
Olho para trás só por curiosidade e vejo que mais três carros da equipe de segurança estão nos seguindo. Respiro fundo e me afundo no banco, sei que faz algum tempo que não me fazem ameaças, mas o perigo sempre está lá fora e eu comecei a me sentir paranoica, sempre sentindo que alguma coisa estava errada, deve ser esse monte de segurança. Melline me alertou sobre isso, eu carrego muitas pessoas comigo e isso está me fazendo mal, devia seguir o conselho de Melline e me livrar desse monte de seguranças.
_Chegamos. – o rapaz me informa quando paramos no fundo do palco, algumas pessoas da produção correm para todos os lados, falta pouco tempo para o show e deve estar uma bagunça lá dentro, tomo folego e saio do carro, em um piscar de olhos três “armários” estão ao meu lado, posso ver Paula e Kyle de mãos dadas vindo em minha direção, está ventando um pouco e o frio começa a aumentar.
_Vamos para dentro? – pergunto aos dois que acenam com a cabeça. _Tenho um camarim se quiserem esperar o show começar de lá ou podem andar por ai. – falo enquanto andamos pelos corredores, algumas pessoas me param para tirarem fotos e um fotógrafo que contratei tira uma foto minha e de Paula.
_Vamos andar com você por ai. – Kyle fala sorrindo.
_Tudo bem, primeiro vou ver como os rapazes estão e depois vou para meu camarim resolver algumas coisas da festa. – falo para eles e vejo Jannet no final do corredor. _Jannet! – grito e posso jurar que á vi revirar os olhos.
_Senhorita? – Jannet fala.
_Preciso que traga três garrafas de água para o meu camarim. – falo.
_Sim senhora. – Jannet fala e sai para pegar nossas águas.
_Você deixa ela com medo sabia disso? – Kyle fala e eu o encaro sorrindo ironicamente. _Você sabia. – ele murmura.
_A maioria das pessoas tem medo de mim Kyle. Eles temem o poder que herdei. – falo abrindo a porta do camarim e congelo, Harry e Alex aos beijos.
_Carol... – Paula sussurrou ao meu lado colocando sua mão em meu ombro.
_Tudo bem. – falei com a voz rouca, limpei a garganta artisticamente e os dois se afastaram. _Alex vá se arrumar, o show começa daqui á pouco. – minha voz sai plana e Alex sai passando do meu lado murmurando algum xingamento.
_Estava no meio de uma coisa aqui. – Harry fala com orgulho em sua voz.
_Longe de mim acabar com a sua diversão, mas o show vai começar e você ainda nem terminou de se arrumar. – falo endireitando as costas, Harry ainda está com a camisa preta aberta, sem sinto em sua calça jeans e veste somente um dos pés de seu all star branco. _Preciso de todos prontos para a reunião geral. -  assim que termino de falar saio do camarim e fecho a porta.
_Sinto muito. – Paula fala me abraçando e eu sussurro.
_Tudo bem, está tudo bem. – tento não só convence-la, mas me convencer também. _Preciso achar o resto do pessoal, vocês poderiam ir me esperar no camarim, peçam á Jannet frutas e outras coisas que quiserem.
_Certo. – Paula fala tomando á mão de Kyle que á segue obediente.
_Acompanhem os dois, quero um momento sozinha. – falo para os seguranças que se olham incertos. _Vão. – aceno com a mão e eles saem da minha vista. _Droga! – murmuro andando pelos corredores. _Droga! – grito e agradeço as fãs por fazerem tanto barulho. _Mais que merda! – grito mais uma vez e a porta de um camarim se abre e um Niall quase vestido sai de lá. Quase vestido, pois ainda lhe faltava a camiseta.
_Se perdeu? – ele pergunta sorrindo, mas seu sorriso desaparece quando uma lágrima me escapa. _O que foi Carolina? – Niall pergunta me abraçando no corredor, abraço suas costas nuas e mesmo com o frio seu corpo permanecia quente. _Me diga o que aconteceu? – fungo baixinho em seu pescoço, mesmo que não esteja chorando eu me sinto triste, Harry mal esperou eu me afastar e já está com outra.
_Alex e Harry estavam se beijando. – murmuro e ele me abraça mais forte. _Me sinto uma idiota por ficar assim por ele. – confesso e ouso Niall rir um pouco, ele se afasta e toma meu rosto em suas mãos.
_O amor não pode ser esquecido facilmente Carol. – e quando ele fala essas palavras, olho no fundo de seus olhos azuis e pela primeira vez vejo minha salvação, essa salvação que sempre esteve ao meu lado, mas eu nunca noite.
_Pode sim. – falo e em um instante estou beijando Niall, suas mãos saem de meu rosto e vão para o final de minha coluna, apertando firmemente meu corpo ao seu, como em reflexo aos seus atos trago minhas mãos para seus ombros que arranho levemente o local, um engasgo baixinho sai de seus lábios que estão colados aos meus. Somos uma briga de lábios fervorosos e eu jamais senti que uma briga poderia ser tão suave, os lábios de Niall pareciam ter sido feitos de nuvens, nuvens de seda, que abraçam sua pele e lhe deixam arrepiada dos pés á cabeça, quando nos distanciamos eu e ele estávamos sem folego.
_Desculpe. – Niall falou corando e eu o olhei intrigada.
_Por quê? – perguntei, ainda estávamos abraçados, brincava com minhas unhas distraidamente de sua nuca até seus ombros.
_Porque eu te beijei. – ele murmuro e começou a passar a mão por meu rosto.
_Eu te beijei Niall. – o corrijo e ele sorri despreocupado.
_Pode fazer isso outra vez se quiser então. – ele fala mordendo o lábio inferior e é isso mesmo o que eu faço, lhe dou outro beijo, trago minhas mãos para seu cabelo e então Niall me prensa na parede ao lado de seu camarim, com um movimento rápido ele me puxa para cima, agarrando minhas pernas com força, puxo forte seu cabelo quando ele se aperta em mim, então ao longe escuto.
_Niall já achou sua presa. – é Louis que fala.
_Isso ai caçador! – Zayn aplaude e eu me afasto escondendo meu rosto no vão do pescoço de Niall, ele parece ter congelado, pois ainda está me segurando na parede.
_Gente eu acho que conheço essa garota. – Liam fala e eu sei que eles estão perto.
_Merda é a Carol! – dessa vez é Harry que grita e então a confusão começa.
Harry pula em cima de Niall o derrubando e quase me levando junto, eu fico encostada na parede me ajeitando enquanto os dois rolam no chão, Harry tentando acertar Niall com socos e Niall tentando se proteger.
_Façam alguma coisa! – eu grito e logo dois seguranças aparecem, um segura Harry e o outro Niall.
_Calminha rapazes. – um segurança avisa.
_Me solta, deixa eu acabar com esse ladrão de namoradas! – Harry grita e eu ando até ele, chego bem perto e grito.
_Ex namorada! Seu idiota! Sou sua ex! – perco o controle e Liam segura meu braço antes que eu dê um tapa no rosto de Harry. _Solte os dois, temos um show para fazer. – comando tirando meu braço dos domínios de Liam e ajeitando meu cabelo. _Vou aproveitar que todos estão aqui, vou deixar claro que está tudo pronto, temos uma festa incrível preparada para vocês e alguns convidados da preferencia de vocês, agora terminem de se arrumar e vão fazer o que sabem fazer de melhor, cantar. – suspiro e olho para todos. _Bom show rapazes, meu pai teria orgulho de vocês. – dou as costas e ando decidida para meu camarim.
_Estive te procurando por toda parte! – Helena http://www.mendaily.com/wp-content/uploads/2013/01/Emmy-Rossum-Modern-Luxury-Magazine-Photoshoot-2012-5.jpg  grita quando entro no camarim, sorrio para ela.
_Beijei Niall. – falo antes de qualquer coisa ignorando a presença de Paula e Kyle. _E você está linda.
_É a roupa da primeira dança. – ela fala sorrindo e depois. _Espera... Você fez o quê? – Helena meio grita meio sorri.
_Beijei Niall, mas eu me arrependo disso completamente. – minto, eu não me arrependo de nada, Niall sabe beijar bem.
_Que bom que foi você quem ele escolheu. – ela fala e eu posso jurar que tem um ponto de interrogação na minha testa. _Falei para Niall achar alguém que ele gostasse muito e transformasse em amor para não sofrer, acho que ele viu você e tudo se resolveu. – ela bateu palminhas e Paula também bateu, Kyle a seguiu e eu ri.
_Por que estão batendo palmas? – pergunto e Paula cai na gargalhada.
_Eu só queria quebrar o clima. – ela se justifica.
_Eu também. – Kyle fala rindo.
_Tudo bem... – falo estranhando os dois malucos na minha frente. _Vamos começar esse show. – bato minhas mãos e todos se levantam, eu só quero ir para a droga da festa!


Capitulo 37- I Have Nothing

Cap. 37 (pov. Zayn)
Sabe o que é ter uma namorada como a Paula em um dia que ela está estressada? É horrível, ela fica muda, te olha atravessado e o pior, não quer saber de beijos. Mas o pior do que ter Paula estressada um dia é ter ela estressada em um dia que eu tenho reunião da banda. Meu Deus! Como ela pode ser chata! Mas mesmo assim aqui estou eu, tomando meu café da manhã com ela, tentando ter um papo agradável, mas ela não me dá brecha. Paula não vai trabalhar hoje, portanto tenho ela pelo dia todo, ficaria feliz com essa noticia, se ela não estivesse tão insuportável. Depois do nosso café silencioso fomos para a empresa de Carolina, queria dizer que Paula está linda e tento passar a mão em sua perna, mas ela bate na minha mão e eu desisto. Ela está irresistível com uma saia de couro preto, uma bota baixa, uma camisa branca e uma jaqueta jeans, seus cabelos estão bagunçados e ela parece realmente sexy.
_Não vai me dizer o porquê de todo esse mau humor? – pergunto estacionando em frente a empresa de Carolina.
_Que mau humor? – Paula bufa e sai do carro, faço o mesmo. _Estou no meu melhor humor hoje. – ela ironiza e entramos no prédio.
Sei que estamos atrasados porque já posso ver o carro dos outros na rua, mas antes que possamos pegar o elevador Carolina nos chama. Estranho ela estar no primeiro andar. Ela parece estar tão doente, magra, pálida, mas não perde a pose de CEO, ela sorri para nós e vem até nós á passos decididos.
_Precisava perguntar uma coisa á vocês. – ela diz, Paula e eu assentimos. _Little Mix foram escaladas para abrir os shows da banda, tudo bem? – Carolina pergunta para nós dois, mas sei que está esperando a resposta apenas de Paula.
_Não entendo... – Paula murmura falando para si mesma, depois olha para Carolina. _Não sei. – ela finalmente diz e por um nano segundo sai da sua zona de mau humor, indo para a zona da vulnerabilidade.
_Vamos ver isso. – Carolina fala e o elevador chega, nós três entramos e um silencio perturbador se instala, não quero que Paula veja que estou feliz por viajar a turnê toda com Perrie.
Quando chegamos a sala de reunião, acertamos tudo, detalhe por detalhe, tentamos não nos abalar pelo pequeno berreiro que Paula fez, e conforme as coisas andavam eu percebi o porque de Carolina estar fraca, ela e Harry deviam ter brigado, porque a cara dele não era das melhores e ela fazia o possível para não olhar para ele, o evitando a qualquer custo. Então quando finalmente a reunião veio ao fim, Carolina nos espantou desmaiando nos braços de Liam, Harry correu até ela, mas por um momento ele ficou indeciso se a pegava em seus braços, finalmente ele a tomou em seus braços, nesse meio tempo muitas coisas aconteceram, eu chamei os médicos do prédio, eles levaram Carolina para o hospital e eu sabia. Sabia que quando ele á conseguisse, Harry iria estragar tudo e acabar de vez com Carolina. Pobre garota, não tem ninguém para se apoiar, não tem nada para se apegar e a única pessoa que ela ama é um idiota. É o idiota do meu amigo.
_O que será que ela tem? – Paula sussurra do meu lado na sala de espera do hospital, estamos todos aqui, Liam, Helena, Niall, Louis e Harry, que não diz nada.
_Não deve ser nada, apenas uma queda de pressão. – murmuro segurando sua mão fria e eu sei que Paula está louca de preocupação, Carolina é importante para ela, assim como para nós da banda, mas Carolina está sozinha nesse mundo, porque é nos pais e nos parentes que nos apegamos, que nos seguramos.
_Ela não come por vários dias sabia?! – Paula fala do meu lado e eu me viro para fitar seu olhar preocupado, seus olhos marejados e um pouco de sua raiva. _Carolina tem que parar de fazer essas coisas, ela sabe que me preocupa, ela sabe que machuca, mas ela sempre faz a mesma coisa.
_Calma... – sussurro segurando seu queixo delicadamente e lhe dando um selinho casto, ela visivelmente relaxa e eu também. _Vai ficar tudo bem. – sorrio porque eu senti muita falta de seus lábios e não tinha me dado conta disso.
_Algum parente da senhorita Benson. – o médico pergunta, mas já sabe a resposta, é ele quem sempre cuida de Carolina.
_Podemos entrar? – Paula pergunta e o médico assente.
Todos entramos e nos deparamos com um segurança em sua porta, não tinha reparado nele, no quarto ela está deitada com suas roupas normais, mas agora seu cabelo está solto e Carolina tem um soro injetado em sua veia. Ela nos olha e sorri fraco, seus olhos passeiam pelo quarto e travam em Harry, de repente tudo muda, Carolina se endireita mesmo fraca, seu rosto endurece e ela grita.
_Tirem ele daqui! – todos ficamos espantados e ela continuar á gritar. _Tirem esse idiota daqui!
_Vai embora Harry. – Helena fala complacente.
_Quero ver se ela está bem. – Harry tenta se explicar, mas seu olhar angustiado indica outra coisa.
_Sai daqui. – Carolina fala entre dentes. _Segurança! – ela grita e o homem alto entra, vestido totalmente de preto, ele parecia um armário, sua arma exposta ao lado de seu braço e seu rosto impassível.
_Senhora. – ele apenas diz.
_Tire todos daqui, se ele não sai por bem então todo mundo sai. – Carolina tem a voz controlada, mas seus olhos estão cheios de lágrimas prestes a saírem.
_Carolina. – Paula pede.
_Saiam. – ela fala e se deita virando seu rosto.
O segurança mostra a porta e todos saímos em fila, Paula cabisbaixa e quase tenho certeza de que ouvi Niall dizer que ficaria. Essa certeza se concretiza quando a porta é fechada com Niall ainda lá dentro. Harry anda rapidamente até sair do hospital e eu mal vejo que estou seguindo ele junto de Paula. Ela está furiosa quando puxa o braço de Harry antes que ele possa abrir seu carro.
_Escuta aqui seu idiota prepotente! – Paula grita apontando um dedo no rosto de Harry que fica espantado. _Você já ferrou com a vida da minha amiga muitas vezes, mas se ela não conseguir se recuperar eu vou fazer você se arrepender pelo resto da sua vida.
_Paula. – a chamo tentando acalmá-la, ela me olha por um segundo e volta sua atenção para Harry.
_Carolina já está bastante quebrada, não tem mais nada nela que você possa destruir, então se você não quer ter uma vida com ela, por favor, saia antes que eu te machuque e não vai ser psicologicamente.- Paula avisa, sua voz agora baixa, controlada e mortal. _Eu vou entrar naquele hospital e vou ajudar minha amiga, e eu espero que nunca mais você a machuque.
_Não quero machucá-la. – Harry pela primeira vez fala, sua voz rouca e cansada.
_Mentira! – Paula grita e sorri ironicamente. _Escuta Harry, ela não tem família, tem poucos amigos e já viveu muita merda por sua causa, só a deixe em paz. – ela fala lentamente as ultimas palavras. _Entendeu?
_Sim. – Harry sussurra.
_Ótimo. – Paula o larga e volta para o hospital, eu fico ali, encarando Harry.
_Sinto muito cara. – consigo falar. _Não sei o que Paula tem.
_Ela tem razão. – ele fala se encostando no carro.
_O que você fez para Carolina dessa vez? – pergunto e ele balança a cabeça em negativa.
_Prefiro não falar. – ele diz engolindo seco. _E você? Já se decidiu quanto a Perrie? – sua pergunta me pega desprevenido.
_Não sei. – confesso. _Amo ter Paula, ela é tudo, mas ao mesmo tempo quando penso em Perrie... Paula vira nada. – falo cansado.
_Você sabe que vai fazer a maior burrada da sua vida se escolher Perrie. – Harry fala me encarando sério.
_Olha só quem fala. – ironizo e ele entorta o nariz.
_Você é quem sabe, estou indo. – ele fala dando a volta no carro e entrando, dou um aceno quando ele vai embora.
Espero Paula sair do hospital e depois vamos para casa, seu humor parece ter melhorado significativamente, está sorrindo e brinca comigo. Quando chegamos em casa Paula vai direto para o quarto e começa a arrumar sua mala, colocando tudo o que lhe pertence lá dentro, fico confuso e me coloco na frente dela a impedindo de ir para o closet.
_O que você está fazendo? – pergunto com a respiração rápida.
_Indo embora. – ela simplesmente diz isso.
_Por quê? – pergunto zonzo. Paula suspira e passa as mãos pelos cabelos, seus olhos se enchem de lágrimas, mas ela não as deixa cair, por um momento ela me encara, passa a mão por meu rosto e eu fecho meus olhos.
_Eu sinto muito. – Paula murmura e termina de fechar sua mala, passa por mim com sua mala em mãos, pega a chave de seu carro e sai do quarto, eu ainda em choque saio obediente andando atrás dela, consigo alcançá-la antes que ela tenha tempo de abrir a porta da frente.
_Paula... Por que você está indo embora? Pensei que estávamos bem. – falo confuso, não fiz nada que ela não quisesse, até aturei seu mau humor.

_Não sinto mais nada por você. Sinto muito. – e quando Paula diz essas palavras indo embora eu fico ali parado. Como isso aconteceu em um dia? Como Paula que disse tantas vezes que me amava partiu desse jeito? Sem uma briga? Sem uma discussão? E o vento que invade minha casa pela porta da frente m deixa frio, mas estou frio por dentro também, ando devagar até a porta e á fecho. Estou em estado de choque, ando arrastando meus pés até o sofá e caio no mesmo. Fico olhando para o teto até que seja de madrugada. Não tenho sono, não tenho fome, não tenho Paula, não tenho nada.