Cap. 42
(pov. Carolina)
Sei que vou
morrer, não tenho a menor chance de sobreviver, mas mesmo assim eu não consigo
deixar meu corpo, não sei se consigo partir sem saber quem fez isso comigo.
Posso ouvir todos á minha volta, se lamentando, chorando e finalmente se
desculpando. Não culpo Harry por nada, alias ainda o amo muito e ele seria uma
das principais causas de eu não conseguir morrer de uma vez. Quer um final adequado
para nossa história.
_Finalmente
você está calada sua vadiazinha de merda. – é a voz de Melline. _Foi tão mais
difícil me livrar de você em comparação aos seus pais. – isso não pode ser
verdade. _Por que você tinha que ser tão metida? Por que demorou tanto para
deixar sua fortuna para sua querida empregada? – ela descobriu meu testamento,
essa vaca. _Matar seus pais foi tão gratificante e tão precipitado da minha
parte, eu sabia que eles não deixariam toda a fortuna para mim, mas achei que
pelo menos a metade estaria garantida. Porém eles deixaram tudo e mais um pouco
para você! Você! – ela gargalha. _A vadia arrogante que não consegue ver além
de seu imenso amor por Harry. Cortar os freios do carro dos seus pais foi tão
simples, mas te criar foi uma tortura. – como pude ser tão ingênua? _Bom! Tenho
que terminar logo isso. Adeus. – Melline sussurra em meu ouvido e então uma dor
aguda atravessa meu peito.
(Pov. Harry)
10 horas de
cirurgia. 10 horas aguardando. 10 horas sem dormir. Carolina está sendo operada
faz 10 horas e só agora foi liberada. Toda sua equipe de seguranças se reuniu
para proteger o quarto do lado de dentro e fora. Procuraram nas gravações das câmeras
do hospital e acharam uma mulher saindo do quarto de Carolina. É Melline.
Estamos todos um pouco chocados e a polícia já está perseguindo ela por toda a
cidade. Estou sentado no chão encarando a porta do quarto de Carolina, estou
sendo encarado pelo segurança, mas não me importo, só quero entrar e ver se ela
está bem. Porque não quero ouvir a voz na minha cabeça dizendo que ela vai
morrer, essa voz não me deixou em paz por 10 horas e agora eu não quero ouvi-la.
_Harry. –
Paula se abaixa para me encara. _Você pode entrar agora, só não se assuste ou
fale muito, Carolina só precisa sentir que estamos com ela.
Paula,
Helena e Niall entraram um a um, fui deixado por ultimo e como Liam, Zayn e
Louis não queria ver Carol daquele jeito eu seria realmente o ultimo a vê-la.
Me levantei cambaleando pela fraqueza, não quis comer, nem beber nada, só
queria ser deixado de lado por um tempo. Entrei no quarto e três seguranças
acenaram com a cabeça me deixando chegar perto da cama. Todos os tubos estavam
nela, os batimentos sendo monitorados por duas maquinas, um curativo enorme
estava posto sobre seu peito. Tomei uma profunda respiração e segurei uma de
suas mãos.
_Volta pra
mim. – sussurrei e logo cai no choro, fiquei encarando seu rosto pálido e
cansado por um tempo. _Eu amo você. – então sai correndo do quarto.
Paro de
correr somente quando estou no elevador, aperto para o subsolo e vou até meu
carro, dirijo do amanhecer até o entardecer. Passo em alguns lugares onde eu e
Carol nos vimos, nos beijamos ou apenas conversamos. Quero me lembrar de tudo.
Paro em frente a um parque cheio de flores e respiro fundo, está quase
anoitecendo e então meu celular toca.
_Harry. –
Niall fala chorando do outro lado da linha e eu já sei, começo a chorar, caio
de joelhos em meio ao parque.
_Ela não
pode fazer isso comigo! – eu grito segurando o celular firmemente contra o
rosto. _Me deixar sozinho! Ela não tem o direito de me deixar sem um amor!
_Cara... Ela
acabou de acordar. – Niall fala não entendendo minha reação.
_O que? –
pergunto me recompondo.
_Carol está
viva Harry! – ele grita e eu corro para o carro, desligo o celular e corro a
toda velocidade para chegar no hospital.
(Pov. Carolina)
Ele está
aqui! E mesmo sem poder conversar, meus olhos derramam lágrimas fortes pela
alegria de poder vê-lo. Harry se aproxima devagar da cama e segura minha mão.
Estou sem os tubos, sorrio de um jeito fraco para ele. Quero contar que ouvi o
que ele me disse, preciso deixar claro que foi ele quem me salvou. Eu amo
Harry.
_Estou aqui
e você está ai. Preciso te perguntar uma coisa, acene com a cabeça para
responder. – ele fala calmamente e meu coração acelera, todos estão nos
olhando, sei que Niall entende, sei que o médico está preocupada, mas também
preciso saber qual é a pergunta. _Quer se casar comigo? – meu batimento vai até
o céu e minhas mãos suam, Harry sorri e tenta permanecer calmo, mas posso
sentir suas mãos suando também. Sorri para ele e aceno que sim com a cabeça.
Todos começam a gritar e então o médico pede para todos saírem.
Passei por
vários testes, permaneci em observação por um mês inteiro e cheguei a trabalhar
no quarto do hospital. Harry comprou meu anel de noivado, uma aliança de ouro
com um pequeno diamante em formato de coração. Planejamos o casamento todo e
decidimos esperar minha completa recuperação. Quando coloquei meus pés para
fora do hospital soube que Melline cumpriria prisão perpétua e mudei meu
testamento para que quando tivesse filhos, eles ficariam com tudo. Harry está
morando comigo e tentou fazer café da manhã duas vezes para mim, porém vimos
que não era um talento dele.
_O que acha
de amanhã? – Harry pergunta deitado do meu lado, ele está me ajudando a arrumar
o curativo em meu peito.
_Para nos
casarmos? – pergunto e ele concorda animado me vestindo com uma de suas
camisetas. _Eu acabei de sair do hospital.
_Mas esse
era o acordo. – ele fala me beijando no canto da boca.
_Tudo bem. –
vejo um pouco de surpresa em seus olhos e então Harry me ataca com vários
beijos.
_Ainda bem,
porque já havia mandado todos os convites. – ele sussurra em meu ouvido, vira
para o lado e desliga as luzes do quarto, fico pasma por um tempo e caio no
sono logo depois.
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