Cap. 18 (pov. Zayn)
O ensaio foi estranho, Niall revelar que estava namorando
Helena foi um choque muito forte para Liam, Harry estava com uma cara péssima,
até parecia que havia chorado por toda noite, Carolina parecia a mais das
poderosas chefes, dando ordens e pouco se importando para nossos problemas,
principalmente para o meu problema, já que quando eu fui falar com ela sobre
Paula, Carolina apenas falou que ela voltaria em uma semana, não me falou onde
ela estava, quando ela havia partido, nem nada disso.
Por fim o show passou, e os dias passaram, eu tentei ligar
para Paula, mas ela não me atendia ou caia direto para o correio de voz, aquilo
me enervava de tal maneira, eu queria falar com ela, eu precisava acertar as
coisas com ela. Então quando se passou uma semana e todos já estávamos prontos
para partir, eu me peguei pensando se Paula realmente voltaria, eu já estava
enlouquecendo sem alguém para conversar. Todo o grupo estava meio que separado,
Harry parecia tão diferente, não estava mais sagaz ou tentava paquerar as
garotas, Niall só tinha olhos para Helena, assim como Liam, mas o que
diferenciava Liam de Niall, era que ele não tinha Helena para ele, e aquilo
parecia acabar com ele, o deixando desmotivado e cansado, já Louis vivia para
Eleanor, nunca podia nos encontrar depois dos ensaios e parecia que nem se
importava em manter contato com nós depois de nossos compromissos.
Optamos que o primeiro lugar onde a turnê começaria seria
Londres, pois como já estávamos por lá e também porque Carolina queria acalmar
nossos ânimos, ela disse que queria a banda unida quando saíssemos para fora,
pois passaríamos cerca de 5 dias em cada lugar e isso era uma quantidade de
dias muito grande, ainda mais quando o grupo não estava funcionando com
harmonia. Escutei o barulho do ônibus parar em frente a minha casa, sorri, pois
a primeira medida que Carolina adotou foi que a turnê em Londres e na França
seria toda feita em ônibus, ela havia comprado cerca de 7 ônibus, para suportar
nossa turnê, sem contar que ela locou um avião para levar os instrumentos e a
aparelhagem. Corri para fora de casa carregando minhas malas, George nosso
motorista me ajudou a guardar tudo no bagageiro, as portas se abriram e uma
imagem deprimente apareceu. Todos os rapazes sentados em pontos distintos do
ônibus que mais parecia uma casa por dentro, com sofá, televisão e camas presos
as paredes, caminhei pelo lugar enquanto George ligava o motor e saia do
residencial. Niall estava falando ao celular, apostava que era com Helena, pois
ele falava com uma voz de bebê, revirei meus olhos, Harry encarava o violão
encima de seu colo, mas não tocava nada, só encarava aquele objeto, com seu
olhar distante e triste, Louis estava no Skype com Eleanor e aquilo não me surpreendeu,
ela não desgrudava dele, Louis precisava de um tempo para ele mesmo, Liam
estava deitado no chão perto das camas, encarando o teto do ônibus, ninguém me
cumprimentou.
A estrada estava silenciosa, e já estávamos viajando a cerca
de uma hora, Carolina tinha nos avisado que os show dos 5 dias seriam
realizados em uma cidade um pouco afastada de Londres, pois o lugar onde ela
havia negociado para nos apresentarmos em Londres ficou muito pequeno, devido a
grande procura por ingressos. Então ela optou por fazer o show em uma área
maior, só que aberta e em uma cidade um pouco distante. Comecei a ficar um
pouco estressado pelo silencio, nós não éramos assim, a nossa banda passava 24
horas por dia brincando, tocando instrumentos e cantando, não ficávamos jogados
no chão olhando para o nada ou com o violão em mãos sem ao menos tentar um
acorde. Tomei o fôlego e comecei.
_I've tried
playing it cool. But, when I'm looking at you. I can't ever be brave. Cause you
make my heart race. – levantei e comecei bater no braço dos rapazes
enquanto andava pelo ônibus. _
Shot me out of the sky. You are my kryptonite. You keep making me weak, yeah. Frozen
and can't breath. – continuei, Harry soou os primeiros acordes no violão
e eu sorri.
_Some things gotta give now. Cause I'm dying just to make
you see. That I need you here with me now. Cause you've got that one thing. –
escutei Liam cantarolar descontraído, ele se sentou de pernas cruzadas para
cantar melhor.
_So, get out, get out, get out of my head. And fall into my
arms instead. I don't, I don't, don't know what it is. But I need that one
thing and. You've got that one thingde pernas cruzadas para cantar melhor. – então
todos cantamos, Harry se levantou e veio tocar o violão perto de mim.
A viajem seguiu enfim mais agradável, continuamos cantando
algumas musicas, conversando e vi até mesmo Liam e Niall se falando por
períodos curtos de tempo, Louis não conseguiu ficar sem falar com Eleanor, eu
me sentei ao lado de Harry que tocava distraidamente no violão musicas românticas.
_Não posso tocar ela. – Harry sussurrou me pegando de
surpresa, olhei para ele interrogativo.
_Quem você não pode tocar? – perguntei, tomando respiração
ele respondeu.
_Carolina. – o encarei e entendi na hora.
_Vocês ficaram? – perguntei para ter certeza, ele assentiu e
eu dei risada chamando a atenção de todos no ônibus. _Você é um pervertido,
sortudo filha da mãe. – sussurrei para Harry.
_Sortudo? Quem me dera... – ele murmurou sonhador. _Ela não
quer que eu a toque mais, nem um aperto de mão. – vi a tristeza passar por seus
olhos.
_Então você está assim por causa dela?! – falei levantando
uma sobrancelha.
_Sim. – ele falou cansado. _Nem durmo mais. – confessou.
_Cara você ama ela. – falei sério e ele me olhou espantado,
como se o que eu tivesse falado fosse outra língua.
_Não pode ser. – Harry sussurrou incrédulo.
_Você está ferrado meu amigo. – coloquei a mão em seu ombro
para lhe oferecer conforto. _Se apaixonar pela garota mais difícil e fechada
como Carolina, é uma coisa da qual eu tenho dó de você.
_Engraçadinho. – ele sorriu com ironia.
_É verdade. – falei sorrindo. _Ela é casca grossa, nunca vai
deixar que você se aproxime se ela não quiser.
_Eu sei. – Harry murmurou tristemente.
Paramos de conversar quando o George estacionou em frente a
um hotel, luxuoso até, coberto por vidros espelhados e com uma grande entrada.
Descemos e meu coração parou quando me dei conta que Paula http://whatsinfashioncwb.files.wordpress.com/2012/03/ninaa.jpg
estava descendo de outro ônibus, ela parecia descansada, mas um pouco abatida,
por um momento nossos olhares se cruzaram, mas ela logo encarou o chão. Tentei
chegar até onde Paula estava, porém fui empurrado com violência por um dos
seguranças, só então pude perceber quantas fãs estavam em frente ao nosso
hotel, corri para dentro do hotel. O saguão parecia ter sido forrado por ouro,
com lustres luxuosos e sofás de couro branco se destacavam no chão de granito
branco. Caminhei até o balcão onde estavam os rapazes da banda, os músicos, as
dançarinas e Paula, que esperavam Carolina terminar os arranjos. Depois de
alguns momentos Carolina começou a discutir com a garota da recepção, fez o
gerente vir até ela e depois discutiu com o gerente, não sabia o motivo, mas
quando ela o encarou com aqueles olhos semicerrados, eu desejei nunca ter que aguentar
aquele olhar.
_Não acredito! – ela gritou, por um momento Carolina passou
as mãos por sua saia social cinza que cobria até o meio de suas coxas, arrumou sua
camisa de seda preta, tentando se acalmar. _Tudo bem. – ela sussurrou, mais uma
vez ela conversou com o gerente que se mantinha em uma distancia segurança.
_Todos podem se aproximar um pouco? – Carolina pediu e assim fizemos uma roda
em torno dela.
Então ela explicou que havia fechado exatos oito quartos, suítes
para ser mais específicos, mas a recepcionista fez alguma coisa errada e fechou
apenas sete suítes, Carolina disse que iria para outro hotel, um que era como
se fosse residencial, ela disse que era de um amigo de seu pai. Harry quase
falou alguma coisa, mas preferiu ficar calado, ele está com sérios problemas e
não consegue resolve-los. Fomos separados da seguinte forma, eu, Harry e Liam
no mesmo quarto, Louis e Niall em outro, as dançarinas em um quarto, Paula em
outro, uma parte da banda ocupou mais um quarto, outra parte da banda mais um,
os seguranças em mais um quarto e por fim o pessoal do figurino ficou com a
ultima suíte vaga.
O anoitecer logo chegou, nosso jantar já havia sido trazido,
mas nenhum dos três que ocupavam o quarto comeu, Harry ficava andando de um
lado para o outro, eu acho que ele queria encontrar Carolina, Liam pegava o
celular a cada minuto, olhava uma foto de Helena e suspirava tristemente, já eu
ia até a porta do quarto, mas sempre voltava, eu sabia que o quarto de Paula
estava na minha frente e que ela estava lá dentro, mas eu me sentia preso na
minha suíte.
_Vai logo ver ela. – Liam falou deitado em uma das camas de
solteiro do quarto, tudo era branco naquele lugar, até mesmo o carpete, se não
fosse pelos detalhes no lustre e nos móveis em bronze, pareceria um hospital.
_Mas e se ela não quiser falar comigo?! – falei aflito.
_Só vai saber se tentar. – Harry me incentivou, ele encarava
a televisão desligada.
Tomei folego e sai do quarto sem colocar qualquer camiseta,
estava apenas com a minha calça de pijama, toquei a campainha e não demorou
muito tempo para Paula aparecer enrolada em seu roupão com a cara de quem
acabou de sair do banho, ela estava no telefone, fez sinal para que eu entrasse
e assim eu fiz, continuando sua conversa animada Paula ria de algo que a pessoa
falava, eu me sentei na beira de sua cama de casal e pude perceber o quanto seu
quarto era maior que o nosso, acho que era pelo fato de ser de casal, quando
dei por mim ela estava me encarando, sem o celular e sorrindo.
_Precisava falar comigo? – me perguntou com a voz de seda.
_Sim. – sussurrei.
_Então fale. – ela pediu se sentando ao meu lado na cama, me
pegando de surpresa ela tomou minhas mãos e me fez encara-la.
_Eu acho que não consigo ficar muito tempo sem você. – falei
e percebi seus olhos se encherem de lágrimas.
_Não me diga isso Malik. – Paula sussurrou com a voz rouca.
_Mas é verdade. – minha voz parecia um apelo. _É horrível ficar
sem te ver. – confessei.
_Só fiquei longe por uma semana. – ela murmurou e então uma
lágrima lhe escapou.
_Tempo suficiente para me deixar louco de saudade. – falei e
ela me ofereceu um sorriso torto.
_Conheci uma pessoa. – Paula falou e todo meu mundo
inclinou, meu sangue se foi e eu gelei. _Não fiquei com ele nem nada, mas ele
tem algo que você não tem.
_O que é? – perguntei sentindo um nó se formar em minha
garganta.
_Certeza da vida. – ela murmurou acariciando com uma mão meu
rosto. _Adoro tocar sua barba. – sussurrou sem conter a emoção em sua voz.
_Eu posso ter certeza da vida. – falei sério. _Prometo que
vou tentar. – supliquei, ela continuava com suas caricias.
_Promete até quando? Até Perrie aparecer e falar que te quer
de volta? – Paula perguntou nervosa.
_Só vamos tentar. Por favor. – minha voz saiu chorosa, ela
passou a mão por meu cabelo parando em minha nuca, trouxe a outra mão para o
lado do meu rosto e me puxou selando nossos lábios.
_Tentaremos, mas não me faça chorar, não mais. – ela sussurrou
sem conter a magoa em sua voz.
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