A festa estava boa demais, Alex dançando para mim melhor
ainda, mas quando do nada todos pararam e se voltaram para um pequeno palco que
se sobressaia no meio das pessoas e vi Scott sentado em uma cadeira de acrílico
todo poderoso com sua camisa aberta por completo, senti uma coisa imensamente
perturbadora, principalmente quando Carolina subiu ao palco, com uma roupa de
dançarina do ventre toda na cor preta e dourada, uma musica sensual começou a
tocar então ela começou a realmente dançar como as professoras estavam fazendo
á algum tempo, Carolina se movia como se já tivesse feito isso á muito tempo,
Scott sorria encorajador para ela que sorria timidamente para ele, a musica
começou a ficar mais rápida e Carolina não perdeu o jeito, seus quadris se
moviam rapidamente me deixando zonzo e embasbacado em como ela podia ser sexy.
Os engravatados batiam palmas, algumas mulheres da festa bufavam e vi Alex
perder o jeito da dança tentando fazer igual à Carolina. Por fim sua dança
acabou quando ela se sentou de lado no colo de Scott e lhe deu um beijo casto
em seus lábios.
Os convidados começaram a ir embora por volta das 3 da
manhã, porque a maioria ainda teria que trabalhar no amanhecer, Alex queria que
eu a levasse para a casa, mas eu me recusei, precisava fazer uma coisa antes
que eu me arrependesse. Então andei sorrateiro pela casa de Carolina, desviando
dos seguranças e dos convidados que ainda insistiam em ficar por lá, encontrei
a porta do quarto dela e não pensei duas vezes em invadir seu quarto, me
espreitei dentro de seu closet e fiquei esperando. Eu olhava impaciente para
meu celular que já marcava 3:30 da manhã, e nenhum sinal de Carolina aparecer.
_Melline só dispense todos e vá dormir. – escutei Carolina
falar da porta do quarto, ela soava cansada.
_Mas e Scott? – perguntou Melline. _Ele disse que quer ficar
com você está noite. – senti meus punhos se fecharem quando pensei na
possibilidade de ficar escutando a intimidade de Carolina com Scott.
_Eu não quero ficar com ele hoje. – Carolina falou triste.
_Seria como se eu tivesse mentindo para ele.
_Sei que fez essa festa para provar algo á Harry, mas você
tem que começar a ver quem realmente ama você. – Melline aconselhou e eu queria
dizer á ela que ela estava errada, que eu gostava de Carolina, até poderia
amá-la, mas que era difícil admitir qualquer coisa para eu mesmo.
_Pelo menos eu me diverti no final. – Carolina murmurou.
_Ele nem me disse “oi”, muito menos me elogiou, sou uma idiota.
_Não pense demais nisso. – Melline pediu. _Vá dormir, eu
termino de retirar o pessoal.
_Não me deixe perder a hora. – Carolina falou e eu não escutei
a resposta de Melline.
Fui até a porta do closet e com uma fresta aberta pude
observar Carolina se desfazendo de suas roupas, depois ela caminhou até o
banheiro, escutei o barulho da ducha sendo ligado e um tempo depois vi ela
saindo do banheiro enrolada á uma toalha, seus cabelos molhados e seu rosto
desprovido de qualquer maquiagem, Carolina caminhou até a cama segurando alguns
cremes corporais, colocou todos em cima da cama e se desfez de sua toalha,
quando á vi, ali nua na minha frente, totalmente desarmada se curvando para
passar os cremes em suas pernas, em seus braços e seios, não consegui segurar
que minha ereção se alongasse presa em minha calça social, abafei um gemido
quando ela passou alguns óleos no ápice de suas pernas. Então ela começou a
caminhar até o closet e eu não consegui me mover, eu fiquei parado, esperando
ela explodir, ou gritar e se cobrir quando me visse, mas não, ela sorriu quando
abriu a porta, me puxou pela gravata e me jogou na cama.
_Eu sabia que você estava aqui seu pervertido. – Carolina disse
subindo em meu colo sorrindo devassa.
_Você sabia que eu estava aqui? – perguntei ainda em choque,
enquanto ela beijava meu pescoço castamente, deslizando sua língua até meu
maxilar, eu não podia acreditar que ela estava ali, comigo, em sua cama, nua.
_Eu sabia que você viria. – ela sussurrou no meu ouvido
antes de chupar meu lóbulo, gemi baixinho. _Acha que eu sou boba? – Carolina
perguntou pegando minhas mãos e colocando em seu seio, apertei de bom grado
saboreando seu gemido de satisfação.
_Mas você reclamou que eu não tinha... – arfei quando ela
colocou uma mão sobre minha ereção que ainda estava coberta por minha calça.
_Te visto. – terminei a frase com um longo suspiro.
_Cala a boca Harry. – Carolina chiou em meu ouvido e eu
sorri com seu jeito mandão.
Minhas mãos viajaram por seu corpo bem definido, não conseguia
encontrar nada imperfeito nela, parecia que Carolina se esforçava tanto para
parecer forte e bem resolvida que aquilo se espelhava em seu físico, passei uma
mão em sua bunda sentindo que ainda tinha um pouco de creme nela, pois minhas
mãos deslizavam, encontrei o olhar dela que parecia tão feroz, carnal e até
apaixonado que senti que meu olhar para ela era o mesmo. Nós éramos dois apaixonados
loucamente um pelo o outro e que escondíamos esse sentimento com tanta força
que mal percebíamos isso. Carolina desviou o olhar do meu desesperadamente e
começou a desfazer minha grava, eu já havia chutado meus sapatos, depois que
minha gravata foi jogada longe, ela tirou com facilidade meu paletó e minha
camisa branca, suas mãos pararam um momento para passear por minhas tatuagens,
Carolina encarava a todas com atenção, como se estivesse memorizando elas, seus
dedos foram diretamente para a tatuagem da borboleta no meio de minha barriga e
ela permitiu que seus dedos patinassem por aquela imagem, minhas mãos faziam
carinho em seu rosto e eu me perguntava vagamente quando Carolina iria me
beijar. Ela me ajudou a desfazer de minha calça e minha cueca e eu tirei
rapidamente minhas meias, Carolina subiu na cama e me chamou com as mãos, as
luzes estavam acesas e eu fiquei um pouco embasbacado vendo que ela não tinha
mais aquela vergonha desde a sua primeira vez, agora ela estava no comando... E
ainda não tinha me beijado! Subi na cama me colocando no meio de suas pernas,
então pairei por cima dela, vi em seus olhos o desespero, eu sabia o que ela
queria, mas eu queria saborear sua boca e ela ainda não havia me permitido
isso. Apoiado sobre meus cotovelos olhei diretamente em seus olhos.
_Por que ainda não me beijou? – sussurrei roçando meus
lábios no dela.
_Porque eu não quis. – ela murmurou petulante me dando um
sorriso lascivo e passando a mão por meus cabelos.
_Só me da um beijo que eu te dou o que você quer. – falei passando
a ponta de meu membro em sua entrada, sentindo o quando Carolina estava
molhada.
_Não quero te beijar. – ela falou olhando diretamente em
meus olhos. _Se eu te beijar isso será intimo demais.
_Mas já é algo intimo. – disse lhe encarando perplexo,
Carolina deslizava suas mãos por meu tronco me deixando sem rumo. _O sexo é uma
coisa intima. – expliquei.
_Pense bem Harry. – ela murmurou. _Se nos beijarmos será
algo muito mais que sexo.
_Não. – falei me levantando e me sentando na cama. _Não vou
transar com você sem te beijar.
_Por que você quer em beijar? – Carolina gemeu se sentando
em meu colo, seus braços envolveram meu pescoço e minhas mãos pararam em suas
costas.
_Eu quero sentir o tremor que eu sinto quando te beijo. –
sussurrei em seus lábios, era agonizante tê-la para mim, mas ao mesmo tempo não
tê-la.
_Só te beijo se você
me prometer uma coisa. – ela falou beijando o canto da minha boca.
_Prometo o que você quiser. – murmurei beijando seu pescoço,
ela deixou a cabeça pender para trás para me dar acesso livre.
_Nunca mais vamos fazer sexo ou vamos no tocar depois disso,
nem mesmo um abraço ou aperto de mão. – congelei com suas palavras e puxei seu
rosto para olhar em seu semblante que era de pura honestidade quanto as suas
palavras.
_Por que você quer que eu te prometa isso? – perguntei deixando
uma pontada de tristeza passar por minha voz.
_Porque depois que fizermos isso, você vai embora, então
nada mais justo que nunca mais nos toquemos. – ela dizia aquilo como se fosse
algo fácil. _Nunca mais vamos no tocar mesmo. – Carolina deu de ombros.
_Eu prometo. – falei antes de pensar nas minhas palavras, eu
sabia que aquilo era verdade, que eu iria embora e nada mais justo que dar o
que Carolina queria.
Por um momento Carolina me observou, então tão lentamente
ela se aproximou de meu rosto, passando as mãos por meus cabelos e raspando meu
coro cabeludo com as unhas ela selou nossos lábios, saboreando, acalentando
minha boca e quando eu tentei lhe beijar com mas fervor ela me parou, então ela
retomou o beijo, enviando pequenos calafrios por todo meu corpo, abri meus
lábios para receber sua língua que envolveu a minha como uma pluma, deitei
Carolina no colchão sem perder nosso contato e me estiquei para apagar a luz
principal do quarto, deixando apenas o abajur aceso. Consegui aprofundar o
beijo e Carolina aproveitando que havíamos dado o primeiro passo, posicionou
meu membro em sua entrada úmida e me deu acesso livre para lhe penetrar. Queria
tanto aproveitar o momento que me afundei tão lentamente que ela protestou
enfiando suas unhas em minhas costas. Devagar tão ternamente nós começamos a
nos mover, e quando nossos lábios se separaram e eu me fixei ao olhar de
Carolina que eu percebi que o que estávamos fazendo não era sexo... Era amor. E
aquilo me deixou tão atordoado que meus movimentos se tornaram desesperados e
até brutos.
_Assim você vai me machucar. – Carolina gemeu.
O quarto estava quente, em nossos corpos uma camada fina de
suor se formava e os gemidos de Carolina eram muito mais audíveis, eu me
perguntava vagamente se todos os convidados haviam ido embora. Sentindo que estávamos
quase alcançando nosso ápice puxei uma perna de Carolina para se enrolar em
minha cintura e me apoiei em um cotovelo, vi ela levantando as mãos para
segurar as restrições de sua cama. Por
fim ela gritou.
_Harry! – e senti seus músculos me apertarem, não aguentei e
deixei vir, me derramando dentro de Carolina.
Cai exausto ao seu lado e apaguei. Senti uma claridade
irritante em meu rosto e quando me dei por vencido abri os olhos, saboreando a
vista que o quarto de Carolina dava para seu jardim, o dia não estava nublado e
até fazia um pouco de calor, escutei alguém bater na porta do quarto e coloquei
minha cueca rapidamente, andei preguiçoso até a porta e á abri, encontrei
Melline com uma bandeja com café da manhã completo parada na frente do quarto.
_Carolina me pediu para lhe trazer seu café. – ela soava
profissional.
_Onde ela está? – perguntei aceitando a bandeja.
_Está na cozinha terminando de tomar seu café, me pediu para
lhe trazer o café e para informar que ela sai daqui exatamente 10 minutos, se
você quiser uma carona ela te levará. – Melline disse virando de costas e me
deixando sozinho.
Corri para ver a hora e me espantei por ser somente 5:40 da
manhã, eu sabia que Carolina acordava cedo, mas não sabia que era tão cedo.
Como eu já tinha acordado resolvi comer meu café na cama e depois me vesti, mas
deixei a camisa para fora da calça, guardei minha gravata no bolso do paletó e
o joguei por cima do ombro. Percebi que estava mesmo calor, não era o aquecedor
que estava me fazendo sentir tanto desconforto com a temperatura. Encontrei
Carolina subindo as escadas e a segui, ela andou quase que se perceber que eu
estava atrás dela, rapidamente ela entrou em seu banheiro, escovou os dentes e
fez uma maquiagem rápida.
_Estou indo, quer uma carona? – ela me perguntou, se
curvando ela pegou suas bolsas.
_Você está bonita hoje. – elogiei e Carolina sorriu
arrumando suas roupas https://lh6.googleusercontent.com/-dCuKU_MGqLE/Tj844apheVI/AAAAAAAAAJY/n6_fhmYi-VQ/s800/sdsa.jpg
.
_Obrigada Harry. – ela me deu um sorriso doce e me dei conta
que ela estava sendo... Sarcástica!
_Não acredito que você está sendo sarcástica essa hora da
manhã. – murmurei descrente balançando a cabeça com desdém dissimulado.
_Vamos. – Carolina falou rindo. _Preciso te deixar em casa e
já estou atrasada.
Passei por ela pronto para pegar em seu braço, mas ela
desviou e acenou como um aviso. Droga! Eu tinha me esquecido da maldita
promessa. Caminhei silenciosamente ao seu lado, não sei se era a privação de tocá-la,
mas eu fiquei com frio de repente e acabei colocando meu paletó. Entramos no
carro e Carolina começou a fazer suas ligações, nada de Scott, isso me deixou
mais calmo, só que o frio que eu sentia só aumentava cada vez que ela se
esquivava de mim, quando eu tentava pegar sua mão. Quando ela finalmente me
deixou em casa eu tentei pegar seu rosto, mas ela gritou, pedindo para que eu
não a tocasse e aquilo me deixou em pânico, ela realmente não queria sentir meu
toque, me dei por vencido e sai do carro de cabeça baixa, entrando em casa me
permiti cair no chão. Não consegui acreditar que eu estava chorando por ter
sido privado de tocar Carolina.
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