Capitulo 15 - I Need To Be Free

Cap. 15 (pov. Paula)
Acordei com o som do freio do trem, com a visão um pouco embaçada reparei nas pessoas, a maioria sonolenta descerem do trem com suas bagagens em mãos. Como ainda não era minha parada, me ajeitei no banco e puxei um livro da bolsa, o sol ainda estaca se pondo e enquanto minha imaginação fluía por aquelas linhas, eu ainda me pegava pensando em Zayn, queria tanto dizer que eu o amava, mas isso jamais aconteceria enquanto ele amasse Perrie.
_Esse livro é muito bom, já li três vezes e não me cansei dessa história. – fui retirada de meus pensamentos por um rapaz http://themodernguilt.files.wordpress.com/2012/04/emma-stone-andrew-garfield-monday-stroll-02.jpg sorridente que se sentou na minha frente.
_Desculpe? - perguntei com o olhar confuso enquanto ele se sentava na minha frente.
_Sinto muito se interrompi sua leitura. – ele falou estendendo a mão, que eu aceitei com relutância. _Sou Kyle.
_Paula. – falei soltando sua mão, sem querer percebi que ele era bem bonito, para não dizer outra coisa.
_Então Paula, vejo que gosta de Shakespeare. – Kyle falou se recostando na poltrona.
_Não sou uma fanática, mas é que eu amo a tragédia de Romeu e Julieta. – expliquei e ele assentiu.
_Eu por minha vez acho essa obra muito triste, prefiro livros mais alto astral, eu gosto de só pensar nas coisas boas. – ele disse como se estivesse perdido em seus pensamentos.
_Então... – falei tomando sua atenção. _É normal você se sentar perto de estranhas e puxar conversa do nada? – perguntei cética.
_Desculpe se te incomodei, posso me sentar em outro lugar. – Kyle se levantou fazendo menção de sair de perto de mim, por um momento me senti desesperada.
_Não! – quase gritei. _ Gostei de falar com você. – confessei enquanto ele voltava para seu lugar, seu sorriso era tímido, o que me encantou ainda mais.
_Posso te perguntar uma coisa Paula? – Kyle se pronunciou, agora já estava anoitecendo e a única poltrona com as luzes acesas era a minha e a de Kyle.
_Claro. – respondi com sinceridade, já havia fechado meu livro á muito tempo.
_Por que uma garota como você, tão bela e inteligente, está em um trem para uma cidade como Luton? – essa pergunta me pegou tão desprevenida quanto seu súbito elogio.
_Estou indo para lá para organizar minha mente. – suspirei. _E meu coração. – essa parte saiu como um sussurro, encarei a janela para ver a paisagem passando com certa velocidade ao meu lado.
_Pensei que fosse só eu. – ouvi Kyle murmurar e quando fixei meu olhar no dele vi a tristeza estampada.
_Posso te contar uma coisa? – perguntei apreensiva, Kyle por sua vez apenas assentiu com um sorriso torto. _Sempre achei que o amor não serviria para mim, achava que esse sentimento não passava de uma palavra, mas então eu conheci Zayn e tudo que eu achava desmoronou no primeiro sorriso que eu consegui arrancar dele. – falei me sentindo leve por ter compartilhado isso com alguém.
_Minha condição de psicólogo recém formado não me permite te dizer nada, mas minha condição de ser humano com coração partido me permite falar algumas coisas. – Kyle falou divertido. _Minha namorada da faculdade que estava comigo á cerca de 5 anos me deixou para ficar com um cara que é 30 anos mais velho que eu e tem uma mansão em Miami, ela disse que ele era o que ela precisava, já que eu e ela ganhávamos apenas o suficiente, então eu disse que a amava e que meu amor seria suficiente, mas ela queria mais que o suficiente... O suficiente. – ele bufou. _Meu amor não era suficiente para ela. Então eu tirei a conclusão que para mim o amor é além de uma palavra, é algo suficiente, é algo necessário, já que mesmo que eu esteja com meu coração partido ainda acho que preciso do amor para viver.
_Mas como você pode dizer isso sem ao menos ter alguém para te amar? – perguntei, eu realmente estava interessada naquela conversa.
_É claro que alguém me ama. – ele disse sorrindo. _Mas esse alguém ainda não sabe que me ama. – por fim ele me deu uma piscadela me deixando corada.
_Também sou psicóloga. – falei tentando mudar de assunto. _Bem ainda estou no começo, mas já tenho um bom emprego.
_Uma novata! – Kyle exclamou surpreso. _Mal lhe pergunte... Você trabalha para aquela banda One Direction? É que esse nome Zayn, não me é estranho. – ele perguntou, assenti suspirando. _Então o cara é ele mesmo.
_É ele mesmo o idiota. – murmurei. _Como você conhece One Direction? – perguntei divertida. _Você não parece um cara que curte a musica deles.
_Minha ex gostava de ouvir eles quando ainda estávamos juntos á um ano atrás. – Kyle explicou.
_Eles são uma graça, até mesmo Harry quando não está brigando com Carolina. – falei sorridente, as brigas deles eram muito engraçadas.
A viajem se estendeu ao longo da noite, mesmo sendo uma cidade afastada, Kyle transformou nosso tempo confinados dentro daquele trem em algo divertido e precioso. Era engraçado e reconfortante saber o quão bem conseguimos nos conhecer com o passar do nosso tempo limitado. Descobri que Kyle tem um consultório em Londres que ganhou de seu pai, que por acaso mora e tem uma pousada em Luton, a pousada onde eu ficaria por uma semana.
Lhe expliquei que minhas aulas haviam entrado em recesso por um mês, disse que fiquei aliviada por não ter que perder aulas, mas eu já sentia falta de ficar horas e horas estudando. Desabafei com Kyle que não sabia ao certo o que eu faria quando voltasse para Londres, eu queria continuar com minha carreira, mas não queria exercê-la com Zayn. E por um momento de silencio me deixei levar pelo cansaço e adormeci, me perdendo na escuridão de minha mente e na perturbação de meu coração, adormeci pensando se Zayn estava bem, se Carolina estava brava por minha súbita fuga, e por um momento me senti triste por não ter mais amigos alem de Carolina e Helena, elas eram ótimas, porém viviam ocupadas ou correndo o dia todo. Eu também sou assim, só que seria bom dar uma parada nessa correria por um dia e ver um filme com elas ou ir para algum clube com as duas para relembrar os velhos tempos.
_Paula? – ouvi Kyle me chamar e quando abri meus olhos percebi sua proximidade, o trem havia parado e percebi ele encarando minha boca antes de se afastar tossindo falsamente. _Chegamos. – ele falou.
_Já? – perguntei me levantando, recolhi minhas coisas e vi Kyle me estender à mão, dei de ombros e a segurei, senti um tremor passar por todo meu corpo e um sorriso se formou em meus lábios sem eu perceber. _Eu estava dormindo tão bem. – murmurei descendo do trem com a ajuda de Kyle.
_Você fica muito linda dormindo, parece até um anjo. – ele falou distraído enquanto chamava um taxi com a mão livre.
_Até mesmo com essa cara de zumbi que eu estou agora? – brinquei tentando arrumar minha mochila no meu ombro.
_Principalmente com essa cara de zumbi. – Kyle zombou. _Você quer compartilhar o taxi? – ele perguntou inseguro e soltou minha mão, eu quase a puxo de volta, mas me contenho.
_Sem problemas compartilhar o taxi, eu já te conheço. – falei dando de ombros.
_Mas você não sabe meu sobrenome. – ele falou divertido.
_Nem você o meu. – falei mostrando a língua como uma criança faz.
_Justo. – ele falou.
O taxi chegou e Kyle me ajudou com minha mochila e minha bolsa, ele falou o endereço que eu lembrava porque fiz minha reserva pela internet e li o endereço até decorá-lo. Mesmo á noite a pousada do pai de Kyle se destacava no meu dos grandes pinheiros que a rodeavam, era grande com uma estrada de paralelepípedo cobrindo toda sua entrada, tinha uma fonte na frente com um banco branco na sua frente e pensei que seria bom amanhã levantar cedo e ler um livro na luz do amanhecer, o prédio parecia ser bem antigo, porém acolhedor, três andares tinha a pousada ao todo, cada janela de madeira maciça bem grande em formado de circulo, me encantei pelas pedras que faziam parte da construção de todo o prédio, a porta da frente era grande, passariam cerca de 5 pessoas sem a menor dificuldade, a porta também de madeira maciça estava parcialmente aberta. Desci junto de Kyle, ele fez questão de carregar minha mochila, eu por minha vez apenas segurei minha bolsa. Entrando na pousada me encantei mais ainda, uma longa escadaria de madeira se estendia na minha frente, as paredes eram todas com cores fortes em tom de vermelho, algumas paredes tinham pinturas medievais e um grande lustre se pendurava acima da minha cabeça.
_Paula. – Kyle me chamou até o balcão ao nosso lado, peguei dentro da minha bolsa o contrato esperando alguém aparecer.
_Pai! – Kyle gritou me assustando um pouco, ele deu uma risadinha.
_Idiota. – murmurei fazendo uma carranca para ele, pouco tempo depois um homem, alto como Kyle apareceu por trás do balcão saindo de uma porta perto do armário onde estavam todas as chaves dos quartos.
_Que bom ver que você arranjou uma garota que sabe como lidar com você. – o pai de Kyle zombou e eu enrubesci, ele tinha cabelos grisalhos, mas sem nenhum sinal de calvície.
_Não sou namorada do Kyle. – disse e ele pareceu por um momento desapontado.
_Nos conhecemos no trem pai. – Kyle explicou.
_Poderia dar a chave do meu quarto? – perguntei me sentindo cansada, mal via a hora de tomar um banho quente e cair na cama. _Quero descansar enquanto posso.
_Claro mocinha. – o pai de Kyle pegou a chave do quarto 7 e me entregou, peguei a chave, guardei em meu bolso e depois estendi a mão para ele que aceitou de imediato.
_Sou Paula Soares. – falei sorrindo.
_E eu sou Carl Wood. – o Sr. Wood me saudou sorrindo também.
_Então... – falei soltando minha mão e pegando minha mochila com Kyle. _Boa noite senhores. – disse e subi as escadas.
O lugar era aconchegante de um jeito rústico que eu gosta, meu quarto era grande, tinha uma cama de casal enorme encosta na enorme janela redonda, uma poltrona no meio do quarto de frente para uma lareira que já estava acesa, um tapete enorme no meio do quarto, além de uma pequena escrivaninha de madeira com uma cadeira também de madeira, no quarto havia um lustre um pouco menor que o da sala que iluminava tudo, encarei um pequeno guarda roupas no canto do quarto, ele estava aberto e vazio, abri minha mochila e tirei de lá tudo que eu iria usar ao longo da semana, minha mochila era uma coisa enorme, aquelas mochilas de acampamento e eu aproveitei ela para colocar tudo que eu iria usar.
Demorou um bom tempo para eu arrumar as roupas do jeito que eu gostava, vi a porta do lado do guarda roupas e descobri que era o banheiro, uma extravagância, com uma banheira no formato oval com torneiras que eu percebi ser de cobre, o banheiro era todo branco, a banheira ficava no centro, ao lado uma pia enorme com torneiras também de cobre e um espelho que se estendia por toda a parede da pia, uma privada colocada no canto do banheiro deixava tudo muito discreto, porém lindo e luxuoso.
Liguei a torneira da banheira e a água quente misturada aos sais de banho com cheiro de rosas começaram a formar uma espuma densa na banheira, tirei minhas roupas e quando a água chegou em um ponto um pouco mais alto da banheira eu desliguei a torneira, me afundando naquela água consegui em tempos relaxar de verdade, me lavei sem pressa e me deliciei da água quente até quando pude. Saindo da banheira peguei um dos roupões que estava empilhado na pia e me enrolei nele. Fui até o quarto com o intuito de pegar meu pijama, mas não me sentia com sono, só cansada, eu queria fazer alguma coisa, pensei em ler um dos livros que eu havia trazido, mas não era isso, vesti minhas roupas intimas e andei pelo quarto que estava quente por conta da lareira, fui até minha bolsa e peguei meu celular, coloquei uma musica animada para tocar e comecei a dançar seminua pelo quarto, eu amava me sentir livre para fazer o que quisesse.
_Paula! – Kyle me gritou na porta e eu dei um grito de surpresa, então a porta se abriu violentamente. _Tudo bem? – ele perguntou parando abruptamente e cobrindo os olhos quando em viu quase sem roupas.
_Kyle! – gritei o repreendendo. _Sai daqui. – chiei e ele riu. _Do que está rindo? – perguntei nervosa, eu ainda estava seminua e ele ainda estava no meu quarto.
_Você dança de calcinha e sutiã? – ele perguntou já sabendo da resposta.
_Cala a boca. – murmurei. _O que você quer? – perguntei pegando meu roupão de cetim preto que eu havia trazido. _Pode olhar agora. – falei e ele tirou a mão dos olhos.
_Você quer ir á um bar comigo? – Kyle perguntou e foi então que eu percebi que ele estava todo arrumado, com um jeans escuro, camisa social azul marinho e all star branco, seus cabelos estavam molhados e bagunçados, ele estava muito sexy daquele jeito.
_Agora? – perguntei.
_Sim. Agora mesmo. – ele falou como se eu fosse uma criança, destacando as palavras no ar.
_Está bem. – murmurei vencida, eu queria sair e ele era alguém legal. _Mas saia do meu quarto para eu poder me arrumar. – pedi e ele saiu.
Não demorou muito tempo para eu me arrumar https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi12QaMKzu_vONpn-FgdgEwpIRupklYljFaMS-YbUCoyctYBfMZVcw0OncABQLpAMAc9df1ZarmI3OYWfNL7gTf8mhmc4lLliTCxiq7Ql5mNb6x5ZABCGCMmOTT5CwjHjcdWmt1AVqRCJgO/s1600/4.jpg , acho que Kyle perdeu um pouco o equilíbrio quando me viu, ele tentou mesmo não encarar meu decote, mas por fim ele deixou se vencer e deu uma olhada nada discreta nos meus seios, eu corei um pouco, mas não me senti mal, eu sentia falta de ser desejada por outros homens, eu quase nunca saia e ninguém nunca me via. Depois que Kyle recuperou sua compostura, nós passamos por seu pai que entregou duas chaves para Kyle, uma da pousa e outra de um carro. Kyle me pediu para esperar na frente da ponte enquanto ele tirava o carro da garagem, e assim eu fiz, fiquei esperando pacientemente até que um farol quase me cegou, depois que me acostumei com a claridade fiquei de boca aberta com seu carro http://autobrasil.files.wordpress.com/2008/12/ssangyong-actyon-sports.jpg . Andei até a caminhonete e senti o quão grande e quentinha ela era por dentro, Kyle me encarava divertido.
_Meu pai gosta de carros grandes. – ele explicou e eu me abracei enquanto ele saia da propriedade. _Frio? – ele perguntou e eu assenti, Kyle me estendeu sua mão e eu aceitei de bom grado. _Não devia ter te deixado com esse mini vestido no vendo frio daqui.
_Tudo bem. – o tranquilizei apertando sua mão em meu pescoço ele sorriu. _Aonde vamos? – perguntei.

_Nos divertir. – Kyle falou sorrindo.

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