Cap. 07 (pov.
Carolina)
Quando recebi a ligação de Harry, estava esperando Scott
terminar nosso jantar, era ótimo não precisar cozinhar mesmo que eu soubesse,
mas aquela ligação me desestabilizou por alguns minutos, Harry não me ligava á
anos e eu fiquei com medo de que algo tivesse lhe acontecido, porém quando ele
me tratou daquela forma hostil e fria meu sangue ferveu de raiva e desliguei na
cara dele. Bufei me deitando no sofá, estava vestindo meu baby doll azul
marinho que ia até o meio de minhas coxas, exibindo minha boa forma, eu tinha
tirado minha maquiagem por completo deixando á vista minhas olheiras,
permitindo Scott perceber o quanto eu estava cansada.
_Terminei o jantar Carol. – Scott sussurrou em minha orelha
me deixando corada.
_Estou morrendo de fome. – falei me virando para encará-lo
sentado no chão, seu rosto tão próximo do meu, me permitiu sentir sua
respiração atingir meu rosto.
Devagar coloquei minha mão em sua nuca trazendo sua boca até
a minha, selando nossos lábios devagar, ritmicamente nossas línguas entraram em
um confronto, deixando nosso beijo mais urgente. Scott se levantou sem quebrar
o precioso contato de nossas bocas e se deitou sobre mim, passei minhas mãos
por toda extensão de seu corpo, aproveitando que Scott estava vestido somente
com sua calça de dormir. Senti seus músculos abdominais se tencionarem quando
passei minhas unhas por sua barriga. Scott se encaixou no meio de minhas pernas
e pude sentir que ele me desejava mais do que tudo, gemi com aquele contato,
seus lábios deixaram os meus e foram percorrer meu pescoço que deixei o ter
acesso livre. Senti uma mão sua abaixar a alça esquerda do meu baby doll
enquanto a outra puxava minha perna para se enrolar na sua cintura. Desta vez
pude ouvir Scott arfar quando nossas intimidades se chocaram com mais
intensidade.
_Pensei que estava com fome. – ele sussurrou mordendo o
lóbulo da minha orelha, sorri satisfeita.
_Mas eu estou com fome. – murmurei. _Fome de você. –
completei recebendo um sorriso torto de Scott quando ele me encarou.
Então mais uma vez nossas bocas estavam juntas, meu coração
lateja pela falta de ar, mas resolvi ignorá-lo, as mãos de Scott começaram a
ficar mais impacientes e urgentes como se precisassem sentir todo meu corpo.
Puxei seus cabelos quando senti uma mão sua atingir o ápice entre minhas
pernas. Scott levantou meu baby doll até estarem na altura de meus seios e se
abaixou para tirar minha calcinha. Quando estava livre da peça, Scott pairou sobre
mim sorrindo, seu sorriso de garoto, desde o tempo em que estávamos separados
eu não via aquele sorriso em seus lábios, como se fosse algo contagiante eu
sorri junto-a ele.
_Será que alguém vai nos escutar? – ele perguntou se
abaixando para beijar meu pescoço.
_Ninguém nunca vem para cá de noite e Melline vive no quarto
dela. – murmurei prendendo a respiração quando seus lábios encontraram meus
seios ainda cobertos.
_Ótimo, porque eu vou te fazer gritar. – ele falou tirando
abruptamente meu baby doll, me deixando completamente nua.
Rapidamente eu o ajudei a se livrar de sua calça e sua
boxer, deixando as roupas espalhadas pelo chão. Scott desceu devagar seus
lábios até meus seios que agora descobertos ficando mais sensíveis á seus
lábios fervorosos, mordi meu lábio inferior tentando conter meu grito. Suas
mãos afastaram minhas pernas e quando a sua boca voltou a beijar a minha, Scott
lentamente se afundou em mim, esticando cada músculo meu, me deixando á mercê
de seus movimentos, lentos e vastos.
_Pensei que me faria gritar. – sussurrei em seu ouvido e
percebi que ele sorriu contra meu rosto.
_Se é assim que você quer. – Scott falou.
Quando voltou a me invadir foi totalmente diferente, Scott foi
forte e quase me fez mal, dessa vez não consegui conter meu grito, recebi um
sorriso satisfeito de Scott, então conforme seus movimentos se tornaram mais
bruscos, meu corpo foi se tencionando, me levando as alturas. Por fim, não
agüentei suas estocadas e gritei sem medo de ser ouvida.
_Scott! – e o senti se derramar dentro de mim, enterrando
seu rosto na curva de meu pescoço suado.
Tentando acalmar nossas respirações, passei devagar minhas unhas
por toda a costa de Scott, beijando ternamente seu pescoço, então Scott falou
com a voz abafada.
_Vamos comer agora.
_Por favor, agora eu realmente estou com fome. – falei.
Scott se levantou colocando suas roupas, fiz o mesmo.
O jantar foi simples, macarrão ao alho e óleo, acompanhado
de um vinho branco refrescante que acalmou meu corpo. Scott me contou as
novidades de sua carreira, suas ambições e as viagens marcadas. Eu lhe contei
que estava sobrecarregada, mas que não pararia por um momento sequer de
trabalhar, e de me dar ao máximo por aquela empresa. Então fomos deitar, não
muito tarde para que não nos cansássemos mais ainda, por toda a noite sentia os
beijos ternos de Scott em minha orelha, sentia seu carinho em meus cabelos e
sua voz sussurrar “Eu te amo” varias vezes. E naquela noite tive medo, mais uma
vez eu tive medo de ser abandonada, mesmo sabendo que Scott jamais faria isso,
eu tinha sempre receio de ser abandonada pela noite. Harry havia me deixado e
eu tinha medo que isso acontecesse de novo.
_É hora de acordar. – Scott falou em meu ouvido.
_Que horas são? – murmurei me espreguiçando.
_Quase cinco horas querida. – ele falou me abraçando. _Fiz
seu café. – ele contou e eu me sentei.
_Fez o que? – perguntei coçando meus olhos.
_O seu café da manhã, esta aqui. – Scott falou colocando a
bandeja cheia de frutas, com suco e bolo em meu colo.
_Eu já disse que te amo?! – falei lhe dando um selinho.
_Ainda não, mas eu ficaria muito feliz em te ouvir dizer. –
ele falou roçando nossos lábios.
_Eu te amo tanto. – sussurrei e ele sorriu amplamente. _Você
me faz sentir... Amada. - fitei seus olhos que brilharam intensamente com
minhas palavras.
_Isso porque você é muito amada. – Scott falou me dando um
beijo longo. _Agora coma seu café. – falou se afastando de mim para poder me
olhar comer.
_Só vou comer se você me acompanhar. – falei e ele sorriu
amplamente se sentando de frente para mim.
_Pensei que nunca falaria isso. – ele disse brincalhão
pegando uma uva e colocando em sua boca, sorri.
Nosso café foi todo cheio de caricias, frutas que
colocávamos um na boca do outro e beijos com sabor de suco de laranja. Era como
se Scott e eu jamais tivéssemos nos separado, como se nossa vida juntos fosse
algo extremamente certa. Porém, eu sentia uma parcela de culpa, eu gostava muito
de Scott, era apaixonada por seu jeito e suas manias, mas não o amava de
verdade e me sentia mal por ele me amar de uma maneira grandiosa. Depois do
nosso café fui tomar banho em meu banheiro e Scott resolveu usar o banheiro de
um dos quartos de hospedes que eu tinha em casa. Demorei um pouco mais no banho
já que o café da manhã saiu mais cedo e fiquei feliz por Melline dormir mais
algumas horas, relaxei por alguns momentos em baixo da água quente e quando sai
me arrumei em tempo recorde https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9m_3JEIVpD7cS8WQMnmJTw-_tjCG87d97DkR20IJ-39sRdSR13M3Z4z-MxEgruN0EBSO_OJ49WWd5cV2UZ_yslGkHglMMPw5sc2V_1f3558hxoHi9L8imntKt81YRFFoaYdqapHvSHCNK/s1600/Crystal+Reed.jpg
, Scott ainda não tinha voltado para o quarto e resolvi ver meus horários de
hoje, começo de semana sempre tinha alguma coisa diferente e acabei me
decepcionando nessa coisa diferente, pois eu teria que ir acompanhar o ensaio
do One Direction pelo fato de eles terem um show justo nesse fim de semana,
fiquei um pouco zonza, já que tinha esquecido o show dos meninos, mas eu não
podia me culpa, tinha tanta coisa para pensar, tantos artistas para financiar e
cuidar da carreira que mal passou por minha cabeça que eles teriam um show
nesse fim de semana.
_Esta pronta? – Scott http://thevampireclub.files.wordpress.com/2013/08/tumblr_ms586nl0gd1s5nnxeo1_500.jpg?w=640
perguntou parado no batente da porta e assenti fechando meu notebook, fui até
ele e lhe dei um abraço. _Eu realmente prefiro quando você veste saia. – ele
brincou e dei um beijo em sua bochecha.
_E eu realmente prefiro você de cueca, mas nem por isso fico
falando. – falei saindo de seu abraço e pegando minha bolsa que estava no chão
ao lado da porta.
_É por isso! – ele gritou vindo em minha direção me
abraçando e rodopiando no ar.
_É por isso o que? – perguntei sem fôlego e rindo de sua
atitude impulsiva, olhei para seus olhos que brilhavam mais do que antes.
_Que eu te amo tanto assim. – ele sussurrou tomando meu
rosto em suas mãos e selando nossos lábios em um beijo calmo e doce que
desestabilizou minha respiração ainda mais.
_Preciso trabalhar. – murmurei em seus lábios.
_Eu ainda tenho algumas horas. – Scott falou conspirador me
carregando até a cama, onde me deitou e logo se pôs sobre mim, se posicionou no
meio de minhas pernas, seu beijo agora era fervoroso e suas mãos atacavam meu
corpo.
_Querido. – sussurrei quando suas mãos alcançaram o botão da
minha calça. _Eu preciso trabalhar. – o empurrei e vi seu rosto derrotado.
_Por isso que eu gosto tanto de suas saias. – ele falou se
levantando e me ajudando a ficar em pé.
_Você sabe que pode dormir aqui quando quiser. – falei
acariciando seu rosto.
_Hoje eu não posso, preciso tirar algumas fotos quando a
noite estiver chegando, é algo que o fotógrafo quer fazer. – ele murmurou
tristemente e eu assenti.
_Então vamos. – falei por fim pegando sua mão e caminhando
até a porta do meu quarto. _Te deixo na sua casa. – ele assentiu dessa vez.
Scott segurou minha mão o caminho todo e dei graças
mentalmente por meu carro ser automático, não queria soltar a mão dele tão
cedo, seus dedos esguios e magros, eram ao mesmo tempo fortes e confortantes,
me trazendo paz e deixando meu corpo relaxado e minha mente feliz. Quando o
deixei na frente de seu prédio ele me beijou rapidamente, como se não quisesse
tomar ainda mais meu tempo, só que ele não entendia que eu não me importava em
perder tempo com ele, pois ele era a única pessoa que eu sentia que tudo estava
certo e que tudo se encaixava.
Mas no fim das contas, foi só eu pisar na entrada de meu
escritório que meu bom humor e meu relaxamento se foram, Paula estava aos
prantos na porta de minha sala e Jannet estava lixando suas unhas, meu sangue
ferveu quando ela falou com aquela voz azeda, “Bom dia”, levantei a mão para
que ela parasse de falar e encaminhei Paula até dentro da minha sala, onde ela
se sentou no meu sofá aos soluços e tentou se estabilizar, sem sucesso.
_Quer alguma coisa amiga? – perguntei tentando manter a voz
plana, ela fez que não com a cabeça e começou a falar com a voz rouca o choro
que ainda lhe descia pelo rosto.
_Quero me demitir, tentei ir para sua casa, mas perdi o
numero que destrava seu portão, então só quero que me demita. – fiquei branca
com seu pedido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário