Cap. 06 (pov. Zayn)
O dia estava terrível, no café da
manhã vi nas revistas que Perrie supostamente estaria namorando. Senti um nó na
garganta, eu sabia que já tinha passado 1 ano desde que ela me abandonou. E
pior do que ser abandonado no altar em frente á meus amigos e parentes pela
mulher que eu amo, era vê-la seguindo em frente sem ao menos voltar a se
dirigir a mim.
Suspirei pesadamente e fui até o banheiro
fazer minha higiene e tomar banho. Saindo do banho me troquei http://capricho.abril.com.br/imagem/311x527/zayn-malik-one-direction21360.jpg?v=111027134810,
desci as escadas, sai de casa e fui até meu carro http://www.infocarro.com.br/imagens/noticias/1811369foto_carros_importados.jpg
. Dirigi por Londres até chega á empresa de Carolina. Era bom pensar que depois
dessa reunião eu veria Paula, assim poderia desabafar e até mesmo parar de
pensar um pouco em Perrie, eu gostava de ter Paula por perto. Quando a reunião
começou fiquei um bom tempo sem prestar atenção em nada, mas Harry começou a me
irritar com sua falta de educação, que era exclusivamente voltada á Carolina.
Pobre menina mulher estava tão linda, mas vivia para o trabalho e também vivia
para escutar ofensas vindas de Harry. Não me agüentei e gritei com ele,
colocando-o em seu lugar, isso foi o suficiente para ele se calar, porem o que
realmente fez Harry emudecer, foi o beijo que Scott deu em Carolina. Até mesmo
eu fiquei embasbacado, tinha pensado que o namoro deles havia chegado ao fim.
Pensei errado. Finalmente Scott se deu conta que ela não estava sozinha e pediu
desculpas saindo do escritório, pude ver logo depois o olhar de Carolina,
aquele olhar que só pessoas apaixonadas tinham, o olhar que eu desejava ter
novamente de Perrie. Percebi que Carolina suspirou e ficou em um estado de
êxtase, ela parecia pela primeira vez em vários meses que eu havia visto ela
feliz e relaxada, sem aquela pose toda de chefe e aquela frieza no olhar.
Carolina parecia... Uma garota normal. A reunião voltou ao normal e logo chegou
ao fim, senti um pouco de fome, mas não liguei para o protesto de minha
barriga, eu não queria comer nada. Então fui para o ensaio me distrair um
pouco, fui dançar um pouco, cansar o corpo, era engraçado ver todos se moverem
em sincronia e com certa perfeição, tirando Liam e Lucy que no começo fizeram
tudo errado, até que Liam pediu para dançar com Helena, coisa que eu achei
muito legal da parte dele, já que Liam anda tendo sentimentos por ela.
Terminada toda a dança fomos dispensados mais cedo, acho que
era por Lucy estar de mau humor, Liam havia dispensado fazia bons anos e ela
não se conformava com aquilo, até sentia um pouco de pena por ela, pois Lucy
sentia o mesmo que eu. Fui para casa, sem parar em qualquer restaurante, minha
barriga doía, mas eu só pensava que quando eu chegasse em casa eu saberia que
Paula iria me atender, já que era para ela ter nos acompanhado na reunião e por
algum motivo não apareceu, mas eu sabia que ela iria para minha casa. Esperei
pacientemente sentado em meu sofá até que a companhia tocou, corri para
atender, não sabia o quanto estava prestes à surta até ver Paula, e quando vi
ela, gritei, sem sair qualquer palavra, somente gritei, ela me olhou com uma
expressão divertida e então fiquei sem fôlego, ela quis saber se meu ataque
havia acabado e eu disse que estava com raiva. Conversamos, Paula fez um jogo
que nunca tínhamos feito e foi divertido até que ela falou a palavra “Amor” e
eu pensei imediatamente em Perrie, então do nada Paula fechou a cara e parou o
jogo, eu protestei, mas ela fez aquela cara, com os olhos estreitos e eu fiquei
como uma criança em sua frente, alias eu sempre parecia uma criança, mesmo
sendo mais velho. Paula era tão calculista às vezes, que eu achava as vezes que
ela não tinha sentimentos.
Pedi para que fizesse meu almoço para aliviar o clima, eu
amava tudo que Paula fazia na cozinha, isso era uma coisa que Perrie jamais
teria, ela nunca conseguia sequer fazer um café que ficasse doce ou quente. Já
Paula, até mesmo o cheiro de seu chá era evocativo para meu estomago. Enquanto
ela preparava a comida liguei a televisão, parando em um canal de fofocas que
destacava as fotos de Perrie com outro cara, ele não era famoso, mas eles
estavam de mãos dadas, sorriam um para o outro e meu coração se afundou em meu
peito, doía vê-la tão feliz com outro alguém. Nem percebi quando Paula veio
para meu lado na poltrona e me chamou, me virei para olha-la e ela me repreendeu
por estar me martirizando, mas ela não entendia que eu precisava daquilo, eu
precisava sentir aquela dor. Decidi ir comer, tudo estava uma delicia, mesmo
sendo uma refeição comum eu saboreava com prazer, depois de comer Paula teve
que ir embora, e foi estranho, quando ela saiu porta á fora eu me senti vazio,
triste e até um pouco deprimido, parecia que ela tinha levado algo importante
meu com ela, e aquele sentimento me deixou estranho e mal.
Corria até meu armário e de lá tirei uma garrafa de uísque,
abri a tampa e o cheiro amadeirado tomou conta de minhas narinas me
entorpecendo, eu sabia que aquilo faria aqueles sentimentos passarem e a dor
que eu sentia por Perrie sumir, então levei a garrafa até a boca e tomei um
gole, o liquido desceu queimando por minha garganta me deixando aliviado. Andei
até a sala desligando a televisão e subi as escadas sem deixar de beber o
uísque, me deixando levemente tonto, subi até meu quarto e me senti no sofá,
tomei toda a garrafa encarando a parede vazia na minha frente, devagar abri
minha camisa e o botão da minha calça, parecia que aquelas roupas estavam me
sufocando e foi assim que tudo sumiu e senti meu corpo ficar leve. Acordei por
um momento quando vi Paula com o rosto preocupado tirando minha calça e minha camisa,
acho que ela nem viu meus olhos abertos de tão concentrada que ela estava
depois disso apaguei novamente, escutei alguns barulhos em meu closet, porém
não tive força de ao menos me cobrir, mas não demorou muito tempo para sentir
meu edredom me esquentar, agradeci mentalmente á Paula, mais uma vez a
escuridão me levou.
Minha cabeça latejava, minha boca tinha um gosto amargo e
senti uma dor aguda no estomago, abri lentamente meus olhos e tentei me
acostumar com a pouca claridade que entrava pelas janelas cobertas por minhas
cortinas, me lembrava de poucas coisas, Paula tirando minha roupa era a
principal. Levantei devagar tentando não forçar muito minha cabeça, fui até o
banheiro, escovei meus dentes e fiz minha higiene, encontrei meus óculos
escuros na pia e os coloquei de bom grado, tomei um Advil e caminhei lentamente
por minha casa silenciosa, desci as escadas e percebi que não estava sozinho
quando senti o cheiro de panquecas no ar, andei devagar sem fazer barulho e
parei no batente da porta da cozinha, saboreando a visão de Paula, vestida
somente com minha camisa, descalça e cozinhando. Era uma visão perfeita, que
não devia ser vista por mais ninguém, seria um pecado compartilhar algo tão
belo. Uma linda mulher, vestida somente com uma camisa, descalça e cozinhando
para um homem. Sorri, nunca veria Perrie daquele jeito, mas por um momento
imaginei ela mexendo o bacon no frigideira e sorrindo para mim quando me visse.
Balancei a cabeça para esquecer esse pensamento. Pensei em Paula tirando minhas
roupas. Será que transamos e eu não me lembrava? Se eu não lembrar ela ficaria
muito brava. Mas eu não me lembro de tê-la tão perto de mim, só me lembro dela
tirando minhas roupas. Paula virou para
mim abruptamente e corou quando me viu, percebi que estava somente de cueca e
sorri malicioso.
Ela me chamou para comer e eu aceitei de bom grado, estava
com muita fome, enquanto saboreava tudo que ela havia preparado, senti que
Paula analisava se eu iria comer, acho que ela tinha medo de eu parar novamente
com a comida, me senti relaxado quando percebi que ela se importava comigo, mas
logo foquei em seus olhos e esses olhos procuravam por minhas tatuagens, por
meu corpo, senti um calor se instalar por meu corpo, percebendo que eu via o
que estava fazendo, Paula logo se levantou e foi limpar os pratos. E então eu a
segui, não sei como, mas meu corpo á seguiu, ela mal percebeu que eu estava
logo atrás dela enquanto ela se curvava e colocava as louças na maquina. Parei,
vendo Paula daquele jeito não consegui parar os pensamentos perturbadores que
aquela calcinha vermelha me causou. Ela tinha uma bunda perfeita e aquilo fez
meu corpo ferver, quando ela se levantou e viu que eu estava logo atrás eu só
pensava que deveria beija-la, beijar Paula até que seus lábios ficassem
vermelhos... Vermelhos como os de Perrie quando nos beijávamos, vermelho como o
rosto de Perrie ficava depois desses beijos que tiravam seu folego e lhe
deixavam envergonhada.Me aproximei dela e disse.
_Você está corando muito hoje. Eu me pergunto se é pelo
estranho fato de eu estar de cueca e você estar com as minhas roupas. –
coloquei uma mexa de cabelo atrás de sua orelha. _Acho que não transamos...
Transamos? – perguntei com a voz rouca.
_Não transamos. – ela sussurrou.
_Foi o que pensei. – murmurei passando uma mão por sua coxa
e a outra encontrando sua bunda.
_Zayn. – ela protestou fracamente.
_Não estrague o momento. – disse tirando meus óculos e os
colando em cima da bancada. Então puxei seus cabelos e tive acesso fácil á sua
garganta, lá deixei beijos carinhosos e depois passei lentamente minha língua,
saboreando seu gemido de aprovação, fui até sua boca e então eu á beijei,
saboreando sua boca, clamando sua língua e senti meu corpo corresponder á cada
toque que nossos lábios davam, percorri seu corpo até chegar em sua bunda,
puxei seu corpo contra o meu com certa violência, eu queria que ela sentisse o
que seu beijo estava fazendo comigo, puxei suas pernas e á coloquei em cima da
bancada, me encaixei no meio de suas pernas, meus lábios se tornaram mais
violentos, mais firmes, Paula por sua vez passou suas unhas por meu corpo e
quando grudou suas mãos em meu cabelo me afastou levemente.
Tentando me acalmar ela beijou meus lábios levemente, olhei
para Paula e como um flash vi o reflexo de Perrie, me afastei, me senti
enojado, eu tinha visto Perrie no lugar de Paula. Droga! Disse para Paula o que
tinha acontecido, contando com sua compreensão e sua falta de sentimentos, mas
não, eu acabei por conhecer uma Paula brava, descontrolada e gritante, que
desceu da bancada e correu escada á cima. E eu fiquei paralisado por alguns
segundos, então corri até a fim da escada esperando ela descer, para que
pudéssemos conversar e esquecer tudo que tinha acontecido, mas não, ela desceu
feito um furacão e saiu porta á fora, sem ao menos olhar para trás me deixando
mais uma vez naquele dia, vazio e estranho.
Corri até a porta para tentar conversar com ela, mas o carro
dela já tinha sumido de vista, fechei a porta com violência e corri para meu
quarto, onde coloquei uma roupa confortável, somente um suéter azul e uma calça
jeans preta e meu tênis branco, sai de casa e corri para a casa de Harry, ele
me entenderia, ele tinha feito mais burrada do que muita gente por ai. Corri
até a casa dele e bati na porta, estava com pressa, queria falar com alguém e
como Paula não iria me escutar de jeito nenhum, esse alguém seria o Harry.
Escutei passos na escada e não parecia de uma pessoa só, a porta se abriu e vi
um Harry despenteado com uma cara amassada, vestido somente com sua calça de
moletom e uma Alex com uma cara emburrada saindo as pressas, quase que me
atropelando.
_Pode entrar Zayn. – Harry falou com a voz rouca de quem
acabou de acordar. _Até mais Alex! – ele gritou da porta, olhei para trás e
Alex lhe mostrou o dedo do meio. _Ela volta, sempre volta. – ele murmurou me
deixando entrar e fechando a porta atrás de si.
_Precisava conversar. – falei me sentando no sofá, ele fez o
mesmo e bocejou.
_Por que não ligou para Paula? – perguntou como se fosse
obvio.
_Não sei se ela me escutaria agora. – murmurei sentindo um
amargo na boca, pensar em Paula jamais falando comigo era terrível.
_O que você fez para ela? – Harry questionou com interesse
claro em sua voz.
_Nos beijamos. – sussurrei, recebendo um tapa de Harry no
meu braço.
_Você é o cara mais burro do mundo! – ele gritou.
_Por quê? – perguntei.
_É claro que você beijou ela por algum motivo, o que
aconteceu? Me conte tudo nos mínimos detalhes. – Harry pediu.
E eu lhe contei tudo, até os sentimentos que eu senti, e
então eu contei o que eu pensei, contei que vi Perrie, contei que gostaria de
estar com Paula, mas também gostaria de estar com Perrie e ele disse.
_Você quer as duas, mas quem estava com você era Paula, por
que diabos não aproveitou? – sorriu divertido.
_Por que você esta rindo? – perguntei com um pouco de raiva.
_Porque você é idiota ao ponto de deixar uma das garotas
mais gatas que convive com a gente ir embora! – ele gritou.
_Você pode ter um pouco de razão. – murmurei e ele
gargalhou.
_Eu tenho toda a razão! – ele gritou. _Quer um concelho? –
perguntou e eu assenti. _Vai atrás dela Zayn, fale com ela, peça perdão e lhe
de um beijo.
_Não posso fazer isso, eu ainda amo a Pe... – não consegui
terminar de falar, pois Harry se levantou e gritou apontando um dedo na minha
cara.
_Cala a boca! Cara, se escuta! A Paula está aqui para você e
não a Perrie, vai atrás da Paula agora! Porque se a garota que eu amo me
beijasse, eu a beijaria de volta. – ele disse e vi uma pontada de tristeza
passar por seus olhos.
_Carolina parece feliz com Scott. – falei e ele assentiu,
caiu no sofá novamente com o rosto derrotado.
_Ela estava com ele ontem. – Harry murmurou.
_E você estava com Alex. – falei recebendo um sorriso torto
dele.
_Quem estava dando conselho era eu. – Harry falou.
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