Cap. 24 (pov. Zayn)
Enquanto me preparo para o ensaio da banda, começo a
pensar em como minha noite foi especialmente perfeita, graças aquela pequena garota
que tomou meu coração e começou a me amar. Bem, minha noite não foi tão
perfeita por algumas coisas.
Primeiramente não gostei nada daquele Kyle abraçando a
minha namorada, sorrio bobamente dirigindo pelas ruas da pequena cidade perto
de Londres com Paula do meu lado, minha namorada, sim ela é minha namorada, mas
ainda não gostei de ver o cara que tem certeza na vida abraçando Paula. Ela
segura minha mão e aperta firmemente, como se fosse para provar que ela está
realmente aqui comigo, e eu agradeço mentalmente por ela fazer isso, é bom
saber que ela finalmente está comigo e que não vai mais embora.
Finalmente achei um restaurante que não esteja tão cheio,
ele parece ser bem intimista e aconchegante, Paula sorri brilhantemente quando
saio do carro e abro sua porta, acho que vou desmaiar de tanta felicidade,
mesmo que isso seja um pouco feminino de se dizer, mas sim, eu poderia desmaiar
tamanha minha felicidade nesse pequeno momento de levar minha namorada para um
restaurante, mas me dêem um desconto, é a primeira vez que Paula e eu saímos
como verdadeiros namorados, antes disso ela apenas me acompanhava em uma ou
duas bebidas para que eu esquecesse Perrie.
Abro a porta do restaurante para Paula que me agradece
com outro sorriso, ela precisa parar de fazer isso se não é capaz de eu perder
o controle e gritar para o restaurante todo como eu estou feliz. Pensar em
Perrie me deixa um pouco tenso, enquanto a gerente nos leva até nossa mesa que
fica em um canto perto de uma grande janela e nos serve com um pouco de vinho,
eu olho para fora e penso em como eu teria feito Perrie feliz se ela tivesse se
casado comigo, sacudo a cabeça me livrando desse pensamente, não, me recuso a
pensar em Perrie enquanto estou com Paula.
_Alguma coisa te incomodando? – Paula me tira de meus
pensamentos segurando minha mão, encaro seus olhos tentando não pensar demais e
apenas sorrio torto para ela que aperta firmemente minha mãe. _Se quiser vamos
embora e você pode conversar comigo, sei que estava pensando nela. – ela
suspira tentando parecer forte, mas desiste solta minha mão e arruma o cabelo
de forma nervosa.
_Não quero ir embora e falar em Perrie enquanto estou com
você. – falo sincero e ela me encara, posso ver seus olhos marejados por
lágrimas não derramadas, tomo fôlego e falo. _O que vai pedir?
_Além desse vinho maravilhoso que eu não sei falar o
nome. – Paula vai voltando ao normal e me mostra o nome do vinho que eu sei que
é ótimo, mas é terrível de se pronunciar o nome. _E também vou querer uma pasta
ao molho branco. – aceno para o garçom que chega segurando seu bloquinho,
pronto para anotar qualquer coisa.
_Senhor. – ele fala todo educado, deve ter quase 19 anos,
não parece nem muito velho nem muito novo, branco, esguio e sorridente demais
para o lado da minha namorada.
_Queremos esse vinho. – lhe mostro na carta de vinhos o
nome, ele acena e também não pronuncia o nome do vinho. _E também queremos duas
pastas ao molho branco.
_Volto em um momento com os pedidos. – ele sorri para
Paula que não percebe nada, ela está distante olhando para fora, ele depois
recolhe os cardápios e a carta de vinhos.
Enquanto ele parte eu observo Paula, ela está nervosa
passa a mão repetidas vezes pelo cabelo liso e bem penteado, nunca me olha nos
olhos e está sempre olhando para fora. E eu sei que ela está pensando, ela está
estudando as coisas que passam por minha cabeça mesmo sem eu dizê-las, continuo
encarando para seu perfil, nariz perfeito, empinado como o de Perrie, balanço
mais uma vez a cabeça, agora eu estou comparando as duas, respiro fundo e volto
para o que eu estava fazendo, sua pele um pouco bronzeada parece mais pálida na
luz dessas velas no centro das mesas e esse ambiente quieto, onde casais
conversam baixinho como se em segredo, brincando uns com os outros timidamente
e se olham apaixonadamente, como eu e Paula antes de eu pensar em Perrie.
_Se continuar me encarando assim vou acabar saindo
correndo de medo. – Paula sussurra tentando parecer realmente com medo e eu
sorrio para ela.
_Só estou olhando como você é linda. – falo com o melhor
tom de voz sedutora.
_Zayn, eu sei o que está fazendo e não vai funcionar. –
ela diz cruzando os braços e sorrindo satisfeita consigo mesma.
_Como assim não vai funcionar? – perguntou quase
incrédulo, percebo que falei um pouco alto demais, porque algumas pessoas se
viraram para nos olhar, Paula se afunda em seu acento.
_Olha só o que você fez. – Paula chia baixinho e se
endireita no acento quando eu a olho sorrindo.
_Vamos! Pare com essa cena, nós somos um casal agora. –
digo um pouco bravo, e quero ter uma conversa normal, não quero falar de Perrie
agora, só quero falar de Paula sobre nós, mas parece que ela não entende.
_Agora sim somos um casal de verdade, até brigamos em
publico. – ela sussurra parecendo nervosa, mas antes que eu possa dizer alguma
coisa o garçom chega com nossos pedidos em um carrinho, primeiro abre o vinho e
despeja em nossas taças com delicadeza, deixa a garrafa no centro da mesa
dentro de um balde de vidro cheio de gelo, pega nossos pratos e coloca em nossa
frente, mas quando faz isso com Paula sorri para ela, que agora percebe, eu a
encaro como se dissesse “faça algo!” e ela faz. _Não sei se entende querido,
mas eu estou aqui com meu namorado e eu não gostei de seus sorrisos comigo. –
Paula é direta e deixa o rapaz sem fala, que faz o mais esperto e sai sem dizer
uma palavra.
_Isso foi bem legal. – falo comendo um pouco da minha
pasta que está muito saborosa.
_Só protegendo nosso relacionamento, eu sei como você
pode ser ciumento. – ela brinca comendo sua pasta também.
_Gosto que queria proteger nosso relacionamento. –
murmuro, Paula sorri apreciando minhas palavras.
_Quando alguma coisa tem muito valor para mim, eu cuido
dela como se fosse minha vida, afinal do que valeria o amor se não lutássemos
por ele?! – ela diz e naquele momento eu compreendo todo aquele silêncio, ela
estava decidindo se lutava por nosso amor ou não.
_Obrigado. – falou tomando um pouco de meu vinho.
_Pelo o quê? – ela me pergunta confusa.
_Por não desistir de me amar. – digo com toda sinceridade
e recebo um sorriso tímido de sua parte.
E assim seguiu nosso jantar, uma coisa normal, do mesmo
jeito que os outros casais no lugar, sussurrando, sorrindo, brincando, não
podia medir o tamanho da alegria que crescia dentro de mim a cada palavra que
Paula dizia, a cada toque de mãos que dávamos a cada sorriso tímido que
dividíamos, eu só queria que aquilo durasse para sempre e então eu percebi que
poderia amar mais Paula do que já amei Perrie.
Quando chegamos no hotel Paula me chamou para dormir com
ela, sorrateiro fui até meu quarto sem acordar Liam e de lá tirei algumas
roupas, minha mochila pronta e algumas outras coisas. No quarto eu achei que
Paula gostaria de fazer amor, mas não, ela apenas disse para que eu colocasse
minha roupa de dormir e ficasse com ela em meus braços até ela adormecer, e sem
nenhuma palavra á mais eu fiz isso, fiquei apenas de cueca e esperei ela sair
do banheiro, vestida com uma linda camisola de seda branca, viesse até debaixo
dos lençóis comigo e caísse em meus braços. Então Paula adormeceu feito um anjo
e eu fique ali, observando seu peito subir e descer devagar, seu rosto pacifico
e seus lábios esculpidos perfeitamente se curvarem em um sorriso tímido.
Logo de manhã fui desperto por meu celular que avisava
que já era hora de ir, Paula também acordou com o barulho e decidiu me
acompanhar, nós tomamos banho rapidamente e quando chegamos ao elevador eu
reparei em suas roupas, calça jeans justa
e de cintura alta, um salto médio vermelho, camisa de seda branda e sua
mochila pequena preta, á qual Paula segurava firmemente, pois lá eu sabia que
estava algumas de suas anotações sobre nossas consultas e também algumas coisas
que ela não entregava aos rapazes, coisas dela, coisas que ninguém devia ver.
Com a maior tranquilidade seguimos para o hall de entrada, Carolina havia
alugado um carro para ela https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZuaa4bB0i90dhLPPn-caoipLC-EABt4Sc6wdj33XJgzOeyPvHecxO-fKUcJuScmrRmwXRyfmka4WlT-hiDx70poo0DE0D-dgcN1M3JuilSG4exKO94JRJZ3tVq39QbXGNsfMEZhZE9l8/s1600/300C_BICUDO-206.JPG
e ofereceu para nós uma carona, confesso que fiquei um pouco espantado quando
vi Harry sentando no banco do passageiro na frente sorrindo bobamente para
Carolina enquanto ela se sentava no banco do motorista, Paula até me cutucou
quando no meio do caminho Harry e Carolina ficaram de mãos dadas, sorri porque
estava feliz pelos dois, era uma coisa que Harry queria tanto e que conseguiu.
Momentaneamente meu sorriso desaparece, Harry conseguir uma coisa é desastre na
certa, ele consegue, ele fica feliz, ele se acostuma e ele se livra daquilo que
ele queria, seja pessoa ou objeto.
Tento pensar somente em Paula,
depois resolvo todo esse assunto com Harry. Quando Carolina estaciona, eu e
Harry somos os primeiros a saltar do carro, nossos seguranças já nos esperam,
acho que porque somos os primeiros temos mais atenção deles, deixando as
meninas no carro, eu e Harry caminhamos até nossos respectivos camarins, acho
que Carolina queria nos dar mais privacidade ao escolher ter camarins para cada
um de nós. Sorrio porque eu gostei da ideia, ter um lugar somente para agarrar
Paula é no mínimo interessante.
_Posso entrar?! – Paula grita do
outro lado da porta.
_Pode! – grito também e começo a
olhar a decoração do lugar, grande sofá preto no centro da sala toda branca,
uma penteadeira, roupas em araras e um grande tapete parecendo ter sido
grafitado no chão.
_Lugar legal, mas o meu camarim é
maior. – ela brinca vindo em minha direção e me dando um selinho.
_Mas você nem vai ficar lá. – falo
convencido.
_Como não? Tenho que ser a
psicóloga de vocês. – ela finge profissionalismo e me rouba outro selinho,
gosto quando Paula brinca.
_Você sabe que não precisa ouvir
nossas injurias de amor já que todos estamos amando e estamos felizes. –
murmuro contra sua boca.
_Liam não está sendo amado por
ninguém Zayn. – e agora eu sinto como ela está tensa e até mesmo triste.
_Me esqueci dele, mas esqueça,
logo ele encontra a própria alma gêmea. – brinco beijando seu pescoço, buscando
aliviar nosso clima, eu sei que Liam está mal, sei que Niall é o culpado e
também sei que não posso me meter.
_Ele já achou a alma gêmea dele. –
Paula fala se afastando de mim. _Acho que ele merecia pelo menos ser ouvido,
Helena nunca escuta ninguém e Niall não foi um grande amigo roubando o grande
amor de Liam. – de repente ela parece brava, quase grita.
_Por que você muda tanto de humor?
– pergunto por sua explosão repentina.
_Porque eu sei os três lados dessa
história e acho uma pena Liam sofrer por isso, sendo que ele é o único que pode
amar Helena como ela deseja, ele é o homem que ela procura, mas ninguém vê isso
além de mim e o coitado do Liam. – Paula diz as palavras de forma desesperada,
acenando com as mãos, arrumando os cabelos.
_Podemos esquecer um pouco o
problema dos nossos amigos e nos concentrar em nós? – digo isso me aproximando
dela, tomando cuidado para que ela não exploda novamente.
_Claro. – Paula sussurra como se
rendendo as minhas palavras, vou até ela e a abraço.
Justo quando começamos a nos
beijar eu escuto gritos, na verdade berros, depois mais gritos e Paula tenta
correr até lá fora, mas eu a seguro, sei que quem está gritando é Helena e ela
grita por Carolina, logo em seguida silencio total, ninguém mais fala ou grita
é tudo calmaria. Paula se desvencilha de meus braços e corre porta á fora, eu a
sigo, encontramos Helena no chão, de joelhos, chorando como uma criança que se
perdeu de sua mãe. Paula afunda no chão junto da amiga que tenta falar, mas seu
choro é tão compulsivo que a deixa fraca e depois de muitos abraços de Paula
ela consegue finalmente sussurra.
_Liam foi embora. – e meus joelhos
fraquejam, mas eu não me deixo cair. _Ele foi embora por causa de Niall e por
minha causa também. – Helena sussurra novamente com sofrimento, como se nada
que alguém dissesse ou fizesse fosse melhorar seu estado.
Eu só não posso acreditar no que
estou ouvindo, eu encaro aquelas duas amigas, uma tentando acalmar a alma
sofredora da outra, e eu fico ali, pensando que Liam desistiu de seu sonho para
não sofrer por amor. Porra! Ele desistiu de tudo por culpa de Niall. E então
como em um filme eu saio correndo, eu procuro pelo camarim de Niall, eu
encontro seu camarim, eu derrubo a porta com um chute certeiro, ele estava
sorrindo, mas agora está espantado, eu ando até ele, Niall sabe o que eu vou
fazer e tenta levantar as mãos para se proteger, mas já é tarde demais, lhe dou
um soco tão forte que ele cai no chão, acho que o deixei desmaiado, não me
virei para ver se ele estava bem, apenas lhe acertei um soco e sai. Tudo por
meu amigo Liam, que agora sofre por amor e sofre por não poder viver seu sonho
de ser cantor, tudo por culpa de Niall um idiota que é meu amigo. Droga! Dou um
soco na porta do meu camarim e entro, Niall também é meu amigo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário