Capitulo 3 - Knowing Paula

Cap. 03 (pov. Paula)
Acordei com o rosto doendo, mais uma vez dormi em cima dos cadernos, ao lado dos livros de psicologia, olho um pouco confusa para o relógio 7:45. Droga! A reunião começaria agora, tinha que estar pronta antes do final dela, corri por meu quarto da faculdade https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhxHvelSDcQ6nTlx3LrbIWsBDuUoOwI3PaapjGoy26OxF5ZxiSUYltWkF_NnTfz9ZrX42_KMnYBbX-OF078zM0WJXErwzGwR5HGJHGYrkBzlLM9ij_u1LV3EvTUNE1TbTO9BPNiQL6F6jA/s640/Decoracao-de-quarto-de-solteiro-feminino-4-506x390.jpg , pego minhas coisas para tomar banho e ando até o banheiro da fraternidade, que está vazio graças ao horário, eu não gosto muito do banheiro da fraternidade, mesmo que só seja para meninas, continua sendo estranho encontrar garotas nuas por toda a parte, ainda mais quando eu não tenho nenhuma amizade, por trabalhar de manhã até a tarde e estudar á noite. Consegui uma bolsa nessa faculdade por causa de Carolina que me inscreveu em um programa de jovens aprendizes, ao qual eu passei com sucesso e por conta disso ganhei o curso totalmente de graça em Londres e por isso tenho que morar na fraternidade. Sou um pouco famosa nas turmas por trabalhar com One Direction, precisaram de mim quando Zayn foi rejeitado em seu próprio casamento em cima do altar, foi terrível quando o encontrei pela primeira vez. Tirei minha roupa e comecei meu banho, então as lembranças vieram à tona.
Flashback ON
Tremia por dentro, nunca tinha feito uma consulta com outra pessoa, ainda mais quando essa pessoa é um famoso, entrei no camarim reservado para nossa primeira consulta, seria como um experimento disse Carolina, se Zayn gostasse de meu tratamento iria acompanhá-lo a qualquer hora e em qualquer dia, assim como ele desejasse, assim ganharia um emprego muito bom para alguém que mal tinha acabado o primeiro ano de faculdade. Sentei em um sofá, o único que vi no lugar, de couro, preto, mas muito bonito, grande, mas não tão grande para não incomodar a intimidade de alguém, me sentei perto da ponta. Estava usando um short jeans liso com alguns rasgados, uma camiseta surrada escrita “Sadness Makes Me Smile” e com um sorriso largo desenhado, era meio irônica aquela camiseta e Carolina sempre ria quando me via vestindo ela. Não queria parecer uma doutora nem nada, eu sempre quis parecer o mais normal o possível. A luz do lugar era fraca como eu havia pedido e nada de musicas ambiente, o que eu tinha colocado para tocar era um rock clássico bem baixinho, então quando eu comecei a pensar que ninguém apareceria Zayn entrou no camarim, fechando a porta atrás de si silenciosamente, sorriu torto para mim e parou na minha frente, me levantei e o cumprimentei com um beijo no rosto, ele não disse nada, me sentei novamente e para minha surpresa ele se deitou no sofá com a cabeça e minha perna.
_Gostei da sua camiseta. – ele falou olhando para o nada, ele tinha se virado de lado, só podia ver sua nuca. _Olha eu não sei como isso funciona, mas eu já estive com um monte de psicólogos, psiquiatras e outros médicos, não entendo como você pode me ajudar.
_Sou Paula, não me chame nem de doutora, nem de psicóloga ou muito menos psiquiatra, me chame de Paula, eu amo essa camiseta, Carolina diz que á faz rir e é a mais pura verdade. – suspirei. _Sou nova com isso tanto quanto você, só quero que relaxe e me diga qualquer coisa, grite, chore, xingue, sei lá, só diga tudo. – falei e ele assentiu se levantou abruptamente.
_Posso dizer qualquer coisa? – perguntou e eu assenti. _Eu me odeio! – ele gritou me assustando um pouco, peguei meu caderno de anotações e comecei a escrever. _Eu odeio não ter percebido que ela estava se afastando, que ela não me amava mais, odeio ter perdido mais tempo com a banda do que com o amor da minha vida! E agora ela não me quer mais, não quer me ver e muito menos me escutar! Perrie não me ama mais! E sabe o que mais me machuca? – ele perguntou aos berros, dobrei um pouco a cabeça para o lado, estreitei os olhos e estudei tudo que ele dizia, fazia e principalmente suas expressões faciais e continuei com as anotações. _Eu não ter mais ninguém! Eu gostava te ter alguém para mim! Eu amava ter Perrie para mim! Droga! – Zayn caiu de joelhos na minha frente, colocou sua cabeça em minhas pernas e começou a chorar aos soluços, escrevi mais algumas coisas, fechei o caderno, me levantei tirando sua cabeça de minha perna com cuidado e sai do camarim, o deixando com um olhar perdido e triste, fui até o camarim de Carolina e lhe entreguei minhas anotações sem falar nada, tudo que eu escrevi valeu para que eu conseguisse esse emprego e agora eu completava 1 ano de trabalho para One Direction, atendendo não só Zayn, mas todos os rapazes, quando eles precisam, na hora que eles precisam, isso é ótimo, mas eu tenho que lutar contra o sono e correr atrás da faculdade, da qual eu não posso descuidar e perder a bolsa. Comecei a lembrar das anotações e sorri com minhas palavras.
“Zayn apresenta um quadro de falta de amor, junto com criancice aguda, e uma pouco de falta de vergonha na cara. Com as atitudes de se deitar no colo de uma completa estranha e chorar porque não tinha ninguém para amar ou melhor para ter, como uma propriedade. Zayn perdeu Perrie por seu comportamento impulsivo, penso que ele não veja que pode  ter alguém melhor, alguém que saiba lidar com sua compulsiva posse, não que ele seja uma má pessoa. Zayn só tem que lidar com o fato de que não é mais uma criança, quando lhe permiti gritar, ele gritou e isso é impulsivo e ruim, nunca se deve gritar na frente de alguém que não se conhece, eu poderia ser uma paparazzi e ele poderia estar em um grande problema agora. Ele é um rapaz genial, sentiu a ironia em minha camiseta á primeira vista, mostrando que logo estará com outro alguém e estará melhor sem minhas consultas”.
O telefonema de Carolina falando que o emprego era meu me deixou feliz, pois eu acreditava que jamais veria Zayn outra vez, eu sempre fui direta e não pensava duas vezes para escrever minhas anotações. E aqui estava eu em Londres com meus 20 anos correndo contra o tempo para ter uma vida boa com a minha profissão, tentando não ser muito fria ou calculista demais.
Flashback OFF
Sai do banho, corri pelos corredores para que ninguém me visse somente de toalha, entrei em meu quarto e tranquei a porta, procurei por uma roupa confortável e á vesti http://www2.pictures.stylebistro.com/pc/Nina+Dobrev+Pants+Shorts+Short+Shorts+R0QnzEwklh4l.jpg peguei minha bolsa onde levava quase tudo que precisava. Notebook, caderno de anotações, livros, celular, enfim, minha vida. Sai de meu quarto o trancando e desci as escadas correndo, dei graças mentalmente por serem somente dois lances de escada, fui até o estacionamento procurando pelas chaves do meu carro http://photo.netcarshow.com/Fiat-500_2008_photo_0b.jpg , acionei o alarme e entrei nele, gostava do meu carro, pequeno, aconchegante e meu, me sentia ótima por pensar que eu havia trabalhado por ele. Dei partida e sai do campus com a velocidade um pouco alta, corri pelas ruas e quando estava perto do prédio de Carolina meu celular tocou, estacionei o carro e atendi. Era Jannet com sua voz aguda, avisando que One Direction tinha saído do prédio e estava indo direto para o teatro ensaiar, não seria uma boa hora para aparecer no teatro, já que Lucy reclamaria se eu interrompesse seu precioso ensaio, então desliguei o celular e dirigi até o Starbucks mais próximo, sentei em uma mesa perto da janela, comendo meu cookie e tomando café, tirei meu livro da bolsa e comecei a minha tarefa da faculdade, não era difícil e eu só estava fazendo ela para passar o tempo, pedi por outro cookie, e terminei minha tarefa. Encarei o relógio e já se passava das 11:00, eu tinha ficado muito tempo concentrada na tarefa, paguei pelo que consumi e fui em direção á casa de Zayn. Ele morava em um condomínio de luxo, os outros moravam no mesmo condomínio, só que em casas separadas, era estranho pensar que eles tinham se tornados tão famosos. Na portaria me identifiquei, o porteiro me conhecia de longa data, muitas vezes tinha vindo correndo á noite, largando aulas da faculdade para atender Zayn que me ligava chorando ou qualquer outro integrante da banda que precisava de minha ajuda. Dirigi até parar em frente á casa de Zayn, uma casa de dois andares, grande demais para uma pessoa sozinha. Desci do carro carregando minha bolsa e fui até sua porta, quando ameacei tocar a campainha, Zayn abriu a porta rapidamente me puxando para dentro e começou a gritar. Sim, ele ainda gritava muito, isso me irritava um pouco, mas era divertido.
_Já acabou? – perguntei quando ele parou e me encarou.
_Eu estou com raiva. – Zayn falou entre dentes.
­_Seja específico. – pedi indo em direção á sua poltrona reclinável, deixando minha bolsa no chão e pedindo para que ele se sentasse no sofá de frente para mim, assim ele o fez.
_Parece que ela está namorando. – ele sussurrou com tristeza na voz.
_Pensei que já tivesse superado isso, já se passou 1 ano Zayn. – falei com a voz plana, sem qualquer vestígio de sentimento.
_Não consigo superar! – ele gritou e me endireitei na poltrona e estreitei os olhos para ele.
_Chega de gritos. – falei mortalmente calma. _Diga o que pensou quando viu as noticias. – pedi, ele respirou fundo, peguei meu caderno de anotações e esperei ele falar.
_Em nada. – murmurou. _Eu não pensei em absolutamente nada, á não ser... Você. – sua resposta me pegou desprevenida. _Eu precisava falar com você, precisava falar... E agora que está aqui, não sei o que dizer.
_Vamos fazer um pequeno jogo. – falei segurando meu caderno de anotações. _Vou lhe dizer algumas palavras e você vai me dizer a primeira coisa que lhe vier á mente. – ele assentiu, antes que eu começasse escrevi as palavras no caderno com setas na frente. _Você.
_Insano.- respondeu imediatamente.
_Tristeza. – falei.
_Camiseta. – ele falou e eu sorri, ele se lembrou da minha camiseta.
_Raiva. – falei.
_Você. – ele disse e lhe olhei especulativa.
_Amor. – falei.
_Perrie. – ele falou.
_Chega. – pedi.
_Não. – ele murmurou. _Eu quero continuar. – falou como uma criança petulante.
_Eu disse chega. – falei estreitando os olhos.
_Detesto quando estreita os olhos, parece que é feita de ferro. – Zayn falou. _Parece que jamais conseguirei te conhecer e me sinto uma criança quando faz isso.
_Você é uma criança Zayn. – falei anotando mais algumas coisas.
_Por que você nunca me deixa ver o que anota sobre mim e para os outros rapazes lhes entrega todas as folhas? – perguntou e eu dei de ombros.
_Não acho que seja necessário ver o que escrevo, sempre lhe digo tudo. – disse, ainda com a voz plana e sem qualquer vestígio de sentimentos.
_Pode me preparar algo? – perguntou.
_O que vai querer comer? – perguntei, ele deu de ombros.
_Qualquer coisa. – murmurou e eu assenti.
Fui até a cozinha e peguei algumas coisas, iria fazer algo fácil e bom. Coloquei os hambúrgueres na grelha elétrica, coloquei os legumes na água quente e fiz um pouco de arroz, seria isso, não estava com vontade de caprichar, enquanto tudo estava no fogo, terminei de escrever as anotações sobre Zayn. E me peguei pensando que jamais lhe entregaria as anotações, eram opiniões pessoais minhas sobre ele, quase que como pensamentos aprisionados em um pedaço de papel, tinha todas as anotações guardadas em uma pequena caixa em meu quarto, às vezes lia as primeiras anotações e comparava com as mais novas, e quanto mais nova a anotação, mais eu colocava pensamentos pessoais, coisas como a cor dos olhos de Zayn refletindo sob o sol, ou como eu queria sentir seus cabelos em meus dedos ou pior, como eu queria seu corpo perto do meu. A grelha apitou me tirando dos meus pensamentos, terminei o almoço e montei nossos pratos, chamei Zayn que encarava a televisão, onde se passava varias fotos de Perrie abraçada com outro rapaz.
_Consegue por alguns minutos não se martirizar? – perguntei irônica.
_Ela parece feliz. – ele murmurou encarando a televisão. _Não acha? – perguntou agora se virando para me encarar.
_Eu acho que devemos comer. – falei Zayn se levantou suspirando pesadamente.
Fomos para a cozinha e comemos em silencio, era estranho estar com Zayn sozinha, mas sempre ficávamos sozinhos, nos tornamos amigos, mas eu sabia que no fundo da minha psique eu queria ser mais que uma simples amiga ou psiquiatra, eu queria que ele me visse como mulher, me olhasse e enxergasse meus traços como eu via os traços dele, queria que ele me desejasse, mas aquilo era algo longe de se realizar. Terminado o almoço eu quis saber se ele precisava de mim, esperava que ele dissesse que sim, mas no fim das contas ele pediu para ficar sozinho, então voltei para a faculdade estudar mais um pouco, estudei tanto que peguei no sono novamente em cima da pilha de cadernos e livros, acordei assustada com meu celular tocando atendi meio desnorteada sem saber quem era.
_Alo? – falei meu grogue.
_Você falou com Zayn hoje? – era Carolina, podia sentir a autoridade em sua voz e também a preocupação.
_Eu atendi ele como sempre faço. – falei limpando a garganta e levantando a cabeça da pilha de estudos, percebi que já era noite e fazia frio no meu quarto por causa da janela aberta. _Aconteceu alguma coisa? – perguntei.
_Na verdade eu não sei, recebi um telefonema de Harry preocupado, achei que ele quisesse estragar minha noite com Scott, mas ele não sabia que Scott viria para minha casa. – pude sentir ela sorrir do outro lado da linha. _Mas agora eu estou preocupada, porque Harry jamais me ligaria se não fosse algo grave, então pensei em te ligar...
_Posso ir na casa dele, já perdi minhas aulas de hoje mesmo. – falei e a ouvi suspirar aliviada.
_Obrigada Paula, muito obrigada, eu quero passar um tempo de qualidade com Scott hoje. – escutei uma risada masculina do outro lado e pelo escândalo deduzi ser de Scott.
_Só vou tomar um banho. –falei pegando minhas coisas para tomar banho.
_Tudo bem e mais uma vez obrigada. – Carolina falou e desligou o celular.
Andei pelos corredores que agora tinham algum barulho, vindo dos quartos, bufei quando entrei no banheiro completamente vazio. Era sempre assim Zayn ficava infeliz por causa de Perrie, eu ia até sua casa, o ajudava á catar seus pedaços, esperava ele se curar. Não era sua psiquiatra, eu era sua babá e isso já estava me irritando. Por que ele não via o quanto eu queria ele? Tomei um banho rápido e corri até meu quarto, coloquei uma roupa http://worldfashionme.files.wordpress.com/2013/05/nina_image.jpg , pegando a chave do meu carro corri até o estacionamento, entrando em meu carro gritei comigo mesma, eu estava sendo uma idiota por ir correndo até Zayn, era só mais uma de suas birras e lá estava eu, com o coração batendo forte, com a boca seca e as mãos tremulas. Tudo por medo de ele fazer algo extremamente estupido, quando meu folego acabou, passei as mãos pelo rosto tentando suprimir a vontade de chorar. Dei partida e sai pisando fundo no acelerador, quanto mais cedo eu falasse com Zayn, mais cedo eu voltaria para a casa e mais cedo eu tentaria colocar dentro da minha cabeça que nada aconteceria entre nós.  Na entrada no residencial o porteiro avisou que Zayn ainda estava em casa, me deixou entrar sem problemas, estacionando o carro na frente de sua casa, senti a bile atingir minha boca, deixando um gosto amargo em meu paladar, engoli seco e sai do carro. O céu estava limpo com algumas estrelas brilhando em todo seu esplendor, pensei por alguns segundos que eu deveria estar andando por Londres, com meus amigos, bebendo uma cerveja que fosse para passar uma segunda-feira de um jeito mais agradável. Mas não, eu estava na porta da casa de um homem que jamais me desejaria e pior, eu iria ajuda-lo a superar o fato de ainda amar sua ex. Suspirei pesadamente e toquei a campainha, não obtendo resposta me abaixei e tirando o tapete de “Bem vindo” do lugar achei a chave reserva. Entrei com cuidado pela casa que estava toda escura, em um silencio quase que perturbador, senti um arrepio me atingir como um tapa me fazendo estremecer, chamei por Zayn duas vezes e sem obter resposta sai pela casa o procurando, primeiro fui até a sala, não o achei, depois a cozinha, nada de Zayn, corri por todo primeiro andar e não o encontrei, subi as escadas rapidamente, corri por vários quartos, por sua biblioteca, seu escritório e por fim abri a porta de um quarto https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh5dtPO59Muu7eDuKggtSJ-0Dc0LScP6aDn2jilPk0ucsi6atuW9O7dlq2UHdIw0F-FhP_ZDuwXhG32MNVrmssAm38X1HX4iFUuG6qfVLTj2K6QZsQ-z8WJ30tQewfz4AUbEAYPUT54BHLQ/s1600/0%252C%252C40209185%252C00.jpg , em todo o tempo que  conhecia Zayn tinha andado por toda sua casa, pelos três andares e em seu quarto eu nunca havia nem olhado dentro, observei que estava todo arrumado, tirando o fato que Zayn estava desmaiado no sofá, segurando uma garrafa de uísque vazia, com a camisa xadrez aberta e com a calça jeans com o botão aberto. Entrei devagar no quarto, o cheiro do álcool misturado com o aroma de seu perfume amadeirado inundou meu pulmão, encarei seu rosto pacifico, seus traços sobressaíam com a luz do abajur que passou a ser a única luz do lugar, seu abdômen definido me fez perder um pouco o foco, tudo nele era tentativo, tudo nele me instigava, cheguei perto de Zayn e cutuquei de leve seu braço, ele resmungou algo e soltou à garrafa, que caiu sobre o tapete felpudo, suas pálpebras se mexiam inquietantemente, devia estar sonhando. Sentei no chão ao seu lado, apoiei minha cabeça no canto do sofá e fiquei encarando seus cabelos desgrenhados, mas mesmo assim perfeitamente lindos, seu peito subindo e descendo lentamente enquanto ele caía em um sono profundo, me peguei sorrindo para Zayn, repreendi á mim mesma e levantei em um pulo, com certa dificuldade coloquei Zayn em sua cama, tirei sua camisa e sua calça, deixando-o somente de cueca boxer preta, corei um pouco quando fixei meus olhos em seu volume, fui até seu closet e achei um edredom, joguei em cima dele e o ouvi suspirar se ajeitando na cama, sorri. Mandei uma mensagem para Carolina informando que tudo estava bem com Zayn e que eu dormiria em sua casa para ter certeza de que ele não fizesse nada de errado. Caminhei silenciosamente pela casa, fiz um chá para mim e comi algumas torradas já que estava com fome, depois que terminei meu pequeno lanche, pensei que não tinha roupa de dormir, fui sorrateiramente até o closet de Zayn e lá peguei uma camisa branca que ia até o final de minha bunda, eu era relativamente baixa comparada á ele, peguei outro edredom para mim e me deitei no sofá de seu quarto, acabei adormecendo logo em seguida. No dia seguinte acordei pela claridade que inundava o quarto, cambaleei até as cortinas e fechei todas, Zayn ainda estava desmaiado na cama, peguei meu celular e marcava 8:00 da manhã, minha barriga roncou, fui até um dos quatro banheiros fazer minha higiene e dei graças mentalmente quando achei uma escova de dentes nova na gaveta. Desci até a cozinha e comecei a preparar o café da manhã, coisa que eu não fazia normalmente, porque eu sempre ia até o Starbucks ou comia na faculdade mesmo, como já sabia onde tudo ficava foi fácil fazer um café reforçado, ovos, bacon, panquecas, waffles, suco de laranja, café e um pouco de chá, sorri vitoriosa olhando para a mesa que eu havia montado, quando me virei para ir chamar Zayn, ele estava parado no batente da porta, com óculos escuros, mas ainda de cueca, corei violentamente e ele sorriu preguiçoso.
_Vou ficar bêbado mais vezes. – ele murmurou.
_Quão grave sua ressaca está? – perguntei me sentando na mesa, e mostrando que ele se juntasse á mim.
_Acho que muito mal, o ponto bom é que eu estou morrendo de fome. – ele falou, sua voz baixa, quase intima.
_Então vamos comer, eu preciso ir embora daqui a pouco, só vou me certificar se você vai comer, não quero que... Você pare de comer como fez no passado, duas semanas só tomando iogurte quase te mataram. – falei vacilante, ele apenas assentiu.
O silencio ainda reinava, eu tinha medo do que Zayn podia fazer com ele mesmo, o episodio da comida foi o menos preocupante, no começo ele se trancava no quarto e ficava dias sem ao menos sair para comer. Eu tinha muito medo... Mas fiquei feliz por vê-lo comendo, fiquei mais feliz ainda por ver que ele estava sem camisa, reparava em suas tatuagens, suspirei passando meus olhos por toda a extensão de seu corpo, quando vi que ele reparou no que eu estava fazendo, comecei a comer, voltando a agir normalmente, fria e totalmente calculista diante dos meus atos. Terminamos de comer, me levantei e tirei as louças sujas da mesa, eu sabia que a empregada de Zayn só viria na quarta, então limpando os pratos e jogando o resto das bebidas na pia, coloquei tudo na lava louças, apertei o botão e me virei, mas Zayn estava lá, como uma sombra, me encarando divertido, só quando sua mão alcançou minha coxa nua, percebi que estava somente com sua camisa, ele havia visto tudo... Quase tudo, eu estava de calcinha, mas uma calcinha bem reveladora, vermelha e fio dental, corei mais uma vez.
­_Você está corando muito hoje. – ele sussurrou, seu hálito de menta me fez corar mais. _Eu me pergunto se é pelo estranho fato de eu estar de cueca e você estar com as minhas roupas. – com uma mão ele colocou um pouco de cabelo meu atrás da orelha. _Acho que não transamos... Transamos? – perguntou levantando uma sobrancelha.
_Não transamos. –sussurrei, minhas voz fraca.
_Foi o que pensei. – ele falou muito próximo de mim, ainda tocando minha coxa nua, sua mão subiu mais um pouco e alcançou minha bunda, seu toque era tão leve que me deixa dormente.
_Zayn. – minha voz mais uma vez saiu fraca, como um aviso, mas eu não queria que aquilo acabasse tão cedo.
_Não estrague o momento. – Zayn disse tirando os óculos escuros, sorri ao poder ver seus olhos fervendo, colocando os óculos em cima da bancada ele alcançou meu cabelo, puxando minha cabeça um pouco para trás.
Soltei minha cabeça e deixei ele ter acesso fácil á minha garganta, devagar ele arrastou beijos calorosos por toda extensão de meu pescoço, gemi baixo quando sua língua passou por onde ele tinha beijado, subindo com pequenos beijos que davam a impressão de fogo na pele, ele alcançou minha boca, beijando com certo carinho meus lábios que se abriram automaticamente para receber sua língua persuasiva. Deixando meu cabelo, suas mãos foram para minha bunda, apertando com força para que eu me chocasse em sua ereção crescente, gemi contra seus lábios, que agora eram mais urgentes e firmes, quase me fazendo mal, mostrando sua força, ele puxou minhas pernas e me levantou no balcão, espalmando suas mãos em minhas coxas, apertando elas, enquanto se encaixava entre minhas pernas, tomando meus sentidos, passei minhas unhas por suas costas, peitoral, nuca e por fim grudei elas em seu cabelo, senti tudo indo rápido demais e congelei.
_Zayn. – minha voz foi firme dessa vez, afastei um pouco sua boca da minha, ele encostou sua testa na minha.
_Não. – ele falou. _Não pare agora. – sussurrou de olhos fechados. _Meu Deus. – ele suspirou. _Quando te vi na minha cozinha vestida desse jeito, eu só queria... Eu só pensava... – Zayn sorriu. _Que eu tinha que te beijar.
_Zayn. – o chamei e ele abriu os olhos me encarando. _Devagar. – sussurrei. – beijei um lado de sua boca. _Vamos devagar. – beijei o outro lado. _Com calma. – mordi seu lábio inferior soltando devagar entre meus dentes.
_Desculpe. – ele murmurou tristemente se afastando de mim e me dando espaço para descer Zayn falou. _Mesmo você sendo tão diferente dela, eu vi você... E então... Eu estou ficando louco! – ele gritou.
_Você me viu como Perrie? – perguntei com a voz aguda, indignada com o que ele me dissera.
_Sim. – ele sussurrou depois de um tempo.
_Seu nojento! – gritei perdendo todo meu alto controle. _E eu aqui achando que... Que finalmente! Eu te odeio! – gritei por vim e me virei indo direto para o banheiro onde minhas roupas estavam, deixando Zayn com o olhar perdido.

Coloquei minhas roupas com rapidez, estava com náuseas e senti uma vontade forte de chorar, mas engoli essa vontade, desci a escada com paços firmes, passei por Zayn que estava no fim dos degraus e fui embora ser olhar para trás. Dentro do carro, coloquei minhas mãos sobre meu rosto e esperei minhas lágrimas virem, mas elas nunca vieram, o que veio foi uma vontade súbita de rir, gargalhei jogando a cabeça para trás. Eu tinha beijado Zayn! Meu Deus! E ele havia estragado tudo, liguei meu carro e dirigi direto para a casa de Carolina, eu não queria mais aquele emprego, eu tinha que ficar longe dele, longe de tudo que me lembrasse Zayn Malik. 

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